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Enfermagem · CESPE/CEBRASPE · 2022

Questão comentada de Enfermagem

Mauro diluiu o medicamento anfotericina B em soro fisiológico. No entanto, a anfotericina B é incompatível com soro fisiológico e deveria ter sido diluída em soro glicosado 5%. Nessa situação hipotética, a associação de medicamentos física ou quimicamente incompatíveis é um erro de

Gabarito: C

A questão trata de erro de medicação na etapa de preparo. Quando o profissional escolhe um diluente inadequado, mistura substâncias incompatíveis ou manipula o medicamento de forma errada antes de administrá-lo, o problema está no preparo, não na administração em si. Aqui, a anfotericina B foi diluída em soro fisiológico, mas a orientação correta era usar soro glicosado 5%, pois há incompatibilidade física ou química com o diluente escolhido. Na prática de enfermagem, o preparo envolve conferir o medicamento, a diluição, a compatibilidade, a via e a forma correta de manipulação. Se essa etapa falha, o erro acontece antes de o medicamento chegar ao paciente. Por isso, não se trata de erro de dose, de prescrição ou de apresentação, e sim de preparo, porque a medicação foi manipulada de modo inadequado. Esse raciocínio é bem cobrado em concursos: a banca gosta de separar a fase em que o erro ocorreu. Se o problema está na reconstituição, diluição, mistura ou compatibilidade, pense logo em preparo. É um clássico da administração de medicamentos, e a lógica é simples: a falha nasceu na bancada, antes da seringa ou da bolsa ir para o paciente. Em termos técnicos, a incompatibilidade medicamentosa é uma falha de preparo porque compromete a estabilidade e a segurança da solução. Isso reforça a responsabilidade da equipe de enfermagem em checar compatibilidades e diluentes antes de administrar qualquer medicação.

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