Mauro diluiu o medicamento anfotericina B em soro fisiológico. No entanto, a anfotericina B é incompatível com soro fisiológico e deveria ter sido diluída em soro glicosado 5%. Nessa situação hipotética, a associação de medicamentos física ou quimicamente incompatíveis é um erro de
- A)apresentação.
Errada, porque apresentação diz respeito à forma farmacêutica ou embalagem do medicamento, e não à diluição inadequada.
- B)administração não autorizada de medicamento.
Errada, porque administração não autorizada se refere a aplicar um medicamento sem prescrição ou fora da autorização, o que não é o caso.
- C)preparo.
Certa, porque a incompatibilidade entre medicamento e diluente ocorreu na etapa de preparo, durante a diluição.
- D)dose.
Errada, porque erro de dose ocorre quando a quantidade administrada está acima ou abaixo do prescrito, e aqui o problema foi o diluente.
- E)prescrição.
Errada, porque erro de prescrição ocorre na elaboração da receita ou ordem médica, e não na manipulação feita pela enfermagem.
Gabarito: C
A questão trata de erro de medicação na etapa de preparo. Quando o profissional escolhe um diluente inadequado, mistura substâncias incompatíveis ou manipula o medicamento de forma errada antes de administrá-lo, o problema está no preparo, não na administração em si. Aqui, a anfotericina B foi diluída em soro fisiológico, mas a orientação correta era usar soro glicosado 5%, pois há incompatibilidade física ou química com o diluente escolhido. Na prática de enfermagem, o preparo envolve conferir o medicamento, a diluição, a compatibilidade, a via e a forma correta de manipulação. Se essa etapa falha, o erro acontece antes de o medicamento chegar ao paciente. Por isso, não se trata de erro de dose, de prescrição ou de apresentação, e sim de preparo, porque a medicação foi manipulada de modo inadequado. Esse raciocínio é bem cobrado em concursos: a banca gosta de separar a fase em que o erro ocorreu. Se o problema está na reconstituição, diluição, mistura ou compatibilidade, pense logo em preparo. É um clássico da administração de medicamentos, e a lógica é simples: a falha nasceu na bancada, antes da seringa ou da bolsa ir para o paciente. Em termos técnicos, a incompatibilidade medicamentosa é uma falha de preparo porque compromete a estabilidade e a segurança da solução. Isso reforça a responsabilidade da equipe de enfermagem em checar compatibilidades e diluentes antes de administrar qualquer medicação.