Com referência à assistência a pacientes com disfunções endócrinas, assinale a opção correta.
- A)Os cuidados recomendados para lesões ulceradas nos pés de pessoas com Diabetes Mellitus incluem o emprego de solução furacinada, permanganato de potássio ou pomadas com antibióticos nos curativos.
Errada, porque o cuidado com lesão ulcerada no pé diabético não inclui, de rotina, soluções como furacinada ou permanganato de potássio, nem pomadas antibióticas sem indicação específica.
- B)Os três tipos de diabetes mellitus são a do tipo 1, a do tipo 2 e a gestacional.
Errada, porque não existe uma classificação universal do diabetes apenas nesses três tipos; além de DM1, DM2 e gestacional, há outras formas, como diabetes monogênico e secundário.
- C)O uso de contraceptivos hormonais orais é considerado aspecto relevante para a história clínica da pessoa com Diabetes Mellitus, uma vez que esses fármacos podem alterar a glicemia.
Certa, porque contraceptivos hormonais orais podem interferir na glicemia e devem ser considerados na história clínica da pessoa com diabetes.
- D)A hiperprolactinemia deve-se a uma produção excessiva de prolactina na tireoide, o que gera desequilíbrios de iodo no organismo.
Errada, porque hiperprolactinemia é aumento de prolactina produzido pela hipófise, e não pela tireoide, sem relação com desequilíbrio de iodo como descrito.
- E)Acanthosis nigricans é um dos principais critérios de rastreamento de disfunções na secreção de melatonina pela glândula pineal.
Errada, porque acanthosis nigricans se relaciona principalmente à resistência insulínica e alterações metabólicas, não ao rastreamento de melatonina pela pineal.
Gabarito: C
Na assistência de enfermagem ao paciente com diabetes mellitus, a anamnese precisa ir além da glicemia do dia. Voce deve investigar uso de medicamentos que possam interferir no metabolismo da glicose, entre eles os contraceptivos hormonais orais, que podem alterar a tolerância à glicose e, em algumas pessoas, dificultar o controle glicêmico. Por isso, esse dado é relevante na história clínica e deve ser registrado e interpretado junto com outros fatores de risco. Em prova, a banca costuma cobrar exatamente essa visão prática: não é só perguntar se o paciente “tem diabetes”, mas também o que ele usa e o que pode descompensá-lo. O gabarito é a letra C porque os anticoncepcionais hormonais orais podem modificar a glicemia ou a resposta à insulina, sobretudo em pessoas com diabetes ou com risco metabólico. A literatura de enfermagem e endocrinologia recomenda atenção ao uso desses fármacos na avaliação clínica, pois eles podem influenciar o controle glicêmico e demandar acompanhamento. Em termos doutrinários, isso entra na coleta de dados e no planejamento do cuidado, com vigilância para alterações laboratoriais e sinais de descompensação. As demais alternativas trazem erros clássicos. Em feridas no pé diabético, o cuidado moderno prioriza limpeza com soro fisiológico, controle de infecção, desbridamento quando indicado e cobertura adequada, não rotinas antigas com soluções irritantes ou antibióticos tópicos indiscriminados. Já a hiperprolactinemia envolve a hipófise, não a tireoide, e o acanthosis nigricans é mais associado à resistência insulínica e diabetes, não à melatonina da pineal. Ou seja: a prova mistura conceitos verdadeiros com destinos anatômicos completamente errados, para ver se voce escorrega.