Assinale a opção correta no que diz respeito à escala de coma de Glasgow (ECG).
- A)Uma pontuação igual a 6 ou menor, na ECG, configura coma ou lesão cerebral grave, ao passo que a pontuação de 7 a 10 na ECG configura lesão moderada, e de 11 a 15, lesão leve.
Errada, porque a classificação clássica da ECG considera coma grave de 3 a 8, moderado de 9 a 12 e leve de 13 a 15, não os intervalos descritos.
- B)Abertura ocular, reflexo córneo-palpebral e resposta motora são as dimensões avaliadas na ECG tradicional, que é a escala ainda mais utilizada na avaliação do nível de consciência do paciente.
Errada, porque a ECG tradicional avalia abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, e não reflexo córneo-palpebral.
- C)A ECG-P, versão atualizada da ECG tradicional, inclui a avaliação pupilar em sua pontuação, que passa a variar de 1 a 15 pontos.
Certa, porque a ECG-P inclui a avaliação pupilar na pontuação, sendo uma versão atualizada da escala tradicional.
- D)Quando não for possível testar a dimensão avaliada, atribui-se a nota de menor valor da ECG.
Errada, porque quando um item não pode ser avaliado a conduta não é simplesmente aplicar de forma automática a menor nota como regra universal da escala.
- E)A resposta à dor é a referência atual na avaliação motora de pacientes em coma por meio da ECG.
Errada, porque a avaliação motora da ECG considera a melhor resposta motora, e não a resposta à dor como referência isolada.
Gabarito: C
A escala de coma de Glasgow, na forma tradicional, avalia 3 dimensões: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Ela é o famoso trio da neuroavaliação à beira-leito, usada para estimar o nível de consciência e acompanhar piora ou melhora do paciente. Não entra reflexo córneo-palpebral na versão clássica, então essa mistura de sinais costuma ser a pegadinha da banca. Na versão atualizada, conhecida como ECG-P, a escala passou a incorporar a avaliação pupilar, o que melhora a precisão prognóstica em pacientes com lesão cerebral. Por isso, a pontuação total pode variar de 1 a 15, como na escala tradicional, mas agora com ajuste relacionado à reatividade pupilar. Em outras palavras: a escala continua com teto de 15, só que ficou mais esperta. O gabarito é a letra C porque ela descreve justamente essa atualização: inclusão da avaliação pupilar na ECG-P, mantendo a lógica de pontuação em faixa de 1 a 15. Isso está alinhado com a doutrina de neurointensivismo e com o uso clínico recente da Glasgow revisada com componente pupilar. Na prática de UTI, lembre também que a pontuação ajuda a classificar gravidade e a comunicar rapidamente o quadro neurológico da pessoa assistida. A banca CESPE/CEBRASPE gosta de trocar um item da escala por outro exame neurológico vizinho, então vale decorar o trio clássico sem vacilar.