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Enfermagem · CESPE/CEBRASPE · 2022

Questão comentada de Enfermagem

Considerando os estudos de imagem com a finalidade de esclarecer a causa da morte de um indivíduo com COVID e lesões de partes moles, o método mais adequado para distinguir etiologias traumáticas e não traumáticas das partes referidas é o(a)

Gabarito: D

Quando a pergunta fala em esclarecer a causa da morte e distinguir lesões de partes moles traumáticas e não traumáticas, a ideia central é procurar um método com excelente contraste de tecidos moles. É aí que a ressonância magnética se destaca: ela mostra edema, hematomas, infiltração, coleções e padrões de lesão com muito mais detalhe do que os métodos que dependem mais de densidade ou de radiação. Na prática, a RM é a campeã para diferenciar estruturas de partes moles, porque consegue separar bem músculos, gordura, vasos, nervos e alterações inflamatórias ou traumáticas. Em um contexto de óbito por COVID com lesões associadas, isso ajuda a investigar se houve agressão mecânica, ruptura, contusão, edema ou se a alteração parece mais compatível com processo infeccioso/inflamatório ou outra causa não traumática. A tomografia e a radiografia são ótimas para osso e para situações agudas, mas ficam atrás quando o foco é caracterizar partes moles com precisão. A ecografia até pode ajudar em algumas lesões superficiais, porém é muito dependente do operador e limitada para uma avaliação global. Já o PET-Scan avalia metabolismo, não é o exame clássico para distinguir trauma de não trauma em partes moles no contexto da necropsia. Por isso, o gabarito é a alternativa D, ressonância magnética. É a escolha mais adequada quando a pergunta quer o melhor método para diferenciar etiologias traumáticas e não traumáticas em partes moles.

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