Um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde deve obrigatoriamente
- A)descrever os fornecedores e a origem de quaisquer materiais perfurocortantes.
Errada: o PGRSS não precisa listar fornecedores nem a origem de materiais perfurocortantes.
- B)manter os estoques de EPIs atualizados.
Errada: manter estoque de EPIs é medida administrativa importante, mas não é requisito obrigatório do PGRSS.
- C)estimar a quantidade dos resíduos de serviços de saúde.
Certa: o plano deve estimar a quantidade de resíduos gerados para dimensionar todo o gerenciamento.
- D)conter os balanços de entrada e saída de materiais de limpeza e desinfecção.
Errada: balanço de entrada e saída de materiais de limpeza e desinfecção não é conteúdo obrigatório do PGRSS.
- E)descrever ferramentas de gestão para aquisição pelo menor preço.
Errada: o PGRSS não trata de ferramenta de compras nem de aquisição pelo menor preço.
Gabarito: C
O Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) é o documento que organiza como o serviço de saúde vai gerar, separar, acondicionar, armazenar, coletar, transportar e dar destino aos resíduos. Ele não é um texto decorativo para a gaveta: precisa mostrar que o serviço conhece o seu lixo e sabe lidar com ele com segurança e controle. A ideia central do PGRSS é prevenir riscos ao trabalhador, ao paciente, ao meio ambiente e à saúde pública. Por isso, a norma exige que o plano traga, entre outros pontos, a estimativa da quantidade de resíduos gerados. Sem saber quanto se produz, fica difícil planejar recipientes, frequência de coleta, tratamento e destinação final. É exatamente por isso que o gabarito é a letra C. A RDC ANVISA nº 222/2018 e a Resolução CONAMA nº 358/2005 orientam o gerenciamento dos resíduos com base no diagnóstico do serviço, incluindo a caracterização e a estimativa da geração de resíduos. Ou seja, o plano precisa ser praticável e dimensionado à realidade do estabelecimento. As outras alternativas fogem do núcleo obrigatório do PGRSS. Elas tratam de controle de estoque, compras, fornecedores ou materiais de limpeza, que podem até existir na rotina administrativa, mas não são conteúdo obrigatório do plano como definido pela regulamentação sanitária.