Assinale a opção correta, relativa a conhecimentos ligados à assistência ao paciente com disfunções renais.
- A)A glomerulonefrite aguda e a glomerulonefrite crônica têm causas diferentes, o que faz que a repetição frequente de episódios da primeira esteja dissociada do surgimento da segunda.
Errada, porque glomerulonefrite aguda e crônica podem ter relação etiológica e a recorrência de episódios agudos pode, sim, contribuir para evolução crônica.
- B)A manifestação clínica indolor de urolitíase é rara.
Errada, porque a urolitíase costuma causar cólica renal intensa e dor, sendo a forma indolor bem menos comum.
- C)O padrão-ouro para o diagnóstico de cálculos é o exame de urina tipo I.
Errada, porque o exame de urina tipo I ajuda na avaliação, mas não é o padrão-ouro para diagnóstico de cálculos urinários.
- D)A insuficiência renal crônica conduz a quadros de anemia em algum grau, tendo como um fator de relação a produção diminuída de eritropoetina.
Certa, porque a insuficiência renal crônica reduz a produção de eritropoetina e isso leva à anemia em grau variável.
- E)A glomerulonefrite aguda pós-infecção de vias aéreas pode ocorrer em qualquer grupo de bactérias capaz de infectar o sistema respiratório.
Errada, porque a glomerulonefrite pós-infecção de vias aéreas é tipicamente associada a agentes específicos, especialmente estreptococos nefritogênicos, e não a qualquer bactéria respiratória.
Gabarito: D
Nas disfunções renais, vale lembrar que o rim não sofre sozinho: quando ele falha, o corpo inteiro sente. Um exemplo clássico é a insuficiência renal crônica, que reduz a produção de eritropoetina pelos rins. Com menos eritropoetina, a medula óssea recebe menos estímulo para formar hemácias, e aí aparece a anemia, muitas vezes de forma progressiva e persistente. Esse ponto é muito cobrado porque a anemia da doença renal crônica não é um detalhe, é parte do quadro clínico esperado. O paciente pode apresentar cansaço, palidez, fraqueza e queda de tolerância ao esforço. Em prova, sempre desconfie quando a banca tenta separar a insuficiência renal crônica da anemia como se fossem eventos independentes. O gabarito é a letra D porque ela descreve exatamente essa relação fisiopatológica: a insuficiência renal crônica leva a anemia em algum grau, entre outros motivos, pela diminuição da produção de eritropoetina. Isso é conhecimento clássico de enfermagem e de nefrologia básica, usado tanto na assistência quanto na interpretação clínica. As demais alternativas escorregam em generalizações ou afirmações incorretas sobre glomerulonefrite, urolitíase e infecções respiratórias. Em questões de CESPE/CEBRASPE, a banca gosta de frases absolutas e troca de conceitos para ver se você sabe o mecanismo, não só o nome da doença.