Em relação às medidas de prevenção de infecção em cateter central de inserção periférica (PICC), assinale a opção correta.
- A)Após a cicatrização do óstio, que dura em média duas semanas, deve-se manter o sítio de inserção descoberto.
Errada, porque após a cicatrização o sítio não deve ficar necessariamente descoberto, já que a proteção e a conduta de curativo dependem da avaliação do local e do protocolo do serviço.
- B)A degermação e a antissepsia com gluconato de clorexidina devem ser feitas rotineiramente para a manutenção do cateter, o qual deverá ser substituído após cinco dias de uso.
Errada, porque a clorexidina é usada na antissepsia da pele e na manutenção do cateter, mas o PICC não deve ser rotineiramente substituído após cinco dias.
- C)Devido ao risco elevado de infecção, o PICC não deve ser utilizado em pacientes neonatais e pediátricos.
Errada, porque o PICC é muito utilizado em neonatos e pediatria quando bem indicado, não sendo contraindicado por esse motivo.
- D)Para a inserção, é necessária a adoção de precauções de barreira máxima, que incluem uso de gorro, máscara, luvas estéreis, avental estéril e campo ampliado estéril.
Certa, porque a inserção do PICC exige precauções de barreira máxima, com gorro, máscara, luvas estéreis, avental estéril e campo estéril amplo.
Gabarito: D
O PICC (cateter central de inserção periférica) é um cateter central, então as medidas de prevenção de infecção na inserção precisam ser levadas a sério, como se a equipe estivesse fazendo um procedimento de alto risco. Aqui, o ponto-chave é a técnica asséptica rigorosa: mãos higienizadas, pele preparada adequadamente e uso de barreira máxima durante a inserção. Na prática, isso significa gorro, máscara, luvas estéreis, avental estéril e campo estéril amplo, porque o objetivo é reduzir ao máximo a chance de microrganismos chegarem ao sítio de punção. Essa é exatamente a lógica das diretrizes de prevenção de infecção relacionada a cateter vascular, amplamente adotadas em serviços de saúde e alinhadas às recomendações de segurança assistencial. As outras alternativas tentam confundir você com condutas de curativo, manutenção ou perfil do paciente, mas nenhuma delas descreve corretamente a inserção do PICC. O dispositivo pode, sim, ser usado em neonatos e pediatria, justamente por ser uma via frequente nessas populações quando bem indicada. Então, guarde a ideia simples: para inserir PICC, pense em barreira máxima e técnica asséptica rigorosa. O resto é conversa para pegar quem decorou pedaços soltos do tema sem ligar o procedimento à prevenção real de infecção.