As complicações do recém-nascido de mãe diabética incluem, EXCETO:
- A)Hipocalcemia.
Certa, porque a hipocalcemia é uma complicação metabólica clássica no recém-nascido de mãe diabética.
- B)Macrossomia fetal.
Certa, porque a macrossomia fetal é um achado típico da exposição fetal à hiperglicemia materna.
- C)Anomalias congênitas.
Certa, porque o diabetes materno, sobretudo se mal controlado no início da gestação, aumenta o risco de anomalias congênitas.
- D)Hiperglicemia.
Errada, porque hiperglicemia não é a complicação neonatal esperada; o mais comum é hipoglicemia após o nascimento.
Gabarito: D
O recém-nascido de mãe diabética merece atenção redobrada porque a glicose materna atravessa a placenta com facilidade, mas a insulina materna não. Resultado: o bebê pode ficar exposto a um ambiente de hiperglicemia intrauterina, o que estimula crescimento excessivo e aumenta o risco de macrossomia fetal. Por isso, esse recém-nascido pode nascer grande, com mais chance de trauma no parto e de dificuldades respiratórias. Depois do nascimento, a situação muda rápido. O aporte de glicose da mãe cessa, mas o pâncreas do bebê pode continuar produzindo muita insulina. Aí vem a clássica complicação neonatal: hipoglicemia. Além disso, podem ocorrer hipocalcemia, hipomagnesemia e até policitemia. Também há maior risco de anomalias congênitas, especialmente quando o diabetes materno é mal controlado no início da gestação. Perceba a lógica da questão: ela pergunta a complicação do recém-nascido de mãe diabética, mas traz um item que não costuma ser listado como complicação típica. O recém-nascido, em geral, não evolui com hiperglicemia como problema esperado; o mais característico é o oposto, a queda da glicose após o parto. Então, o gabarito D está correto porque hiperglicemia não é a complicação clássica do recém-nascido de mãe diabética. As outras alternativas fazem parte do quadro bem conhecido cobrado em prova: bebê grande, alterações metabólicas e risco aumentado de malformações.