Com base nas intervenções de enfermagem da doença pulmonar obstrutiva crônica, é INCORRETO afirmar que:
- A)Manter saturação > 80%.
Errada, porque saturação acima de 80% é uma meta insuficiente para a maioria dos pacientes com DPOC, que costuma exigir alvo em torno de 88% a 92%.
- B)Monitorizar o paciente com cardioscópio, monitor de pressão arterial não invasivo, capnógrafo e oxímetro de pulso.
Certa, pois a monitorização contínua com cardioscópio, pressão não invasiva, capnógrafo e oxímetro ajuda a detectar deterioração respiratória e hemodinâmica.
- C)Providenciar ECG de 12 derivações.
Certa, porque o ECG de 12 derivações pode ser útil na avaliação de hipóxia, arritmias e diagnóstico diferencial de desconforto respiratório.
- D)Administrar oxigênio suplementar sob máscara dez litros por minuto observando cuidados com depressão respiratória.
Certa, pois pode ser necessário oxigênio suplementar, mas com vigilância para evitar piora da retenção de CO2 e depressão respiratória.
- E)Intubar imediatamente pacientes com nível de consciência deprimido (Glasgow ≤ 8), instabilidade hemodinâmica ou fadiga extrema.
Certa, já que rebaixamento importante do nível de consciência, instabilidade hemodinâmica ou fadiga extrema são sinais de falência ventilatória e indicam via aérea avançada.
Gabarito: A
Na exacerbação da DPOC, o objetivo da enfermagem é manter oxigenação adequada sem “passar do ponto”, porque alguns pacientes retêm CO2 e podem piorar com oxigênio em excesso. Por isso, a conduta clássica é titular o O2 para manter saturação em faixa segura, geralmente entre 88% e 92%, e monitorar sinais vitais, consciência e gasometria quando disponível. Nada de afrouxar demais a meta, nem de imaginar que qualquer saturação acima de 80% já resolve o problema: isso ainda é baixo demais para um paciente grave, e não atende ao cuidado recomendado. Em situações de maior risco, pode ser necessário monitorização contínua, ECG, capnografia e até intubação se houver rebaixamento importante do nível de consciência ou fadiga respiratória. Em termos doutrinários, isso segue a abordagem de suporte ventilatório e oxigenoterapia titulada recomendada em protocolos de urgência e emergência e diretrizes clínicas para DPOC.