No atendimento pré-hospitalar, o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) garante a segurança do profissional de saúde e do paciente. Em relação aos EPIs prioritários ao lidar com um paciente que apresenta risco biológico por secreções ou fluidos corporais, assinale V para verdadeiro e F para falso: ( ) Avental impermeável, óculos de proteção e luvas de procedimento são essenciais para prevenir contato direto com secreções e reduzir a exposição a fluidos biológicos. ( ) O uso de máscara cirúrgica é suficiente para evitar a inalação de aerossóis infecciosos, dispensando a necessidade da máscara N95 mesmo em procedimentos geradores de aerossóis. ( ) As luvas de procedimento devem ser trocadas entre atendimentos para evitar contaminação cruzada, sendo recomendável a higienização das mãos antes e após seu uso. ( ) O avental de tecido reutilizável pode ser utilizado em casos de exposição a fluidos, desde que seja trocado e higienizado adequadamente ao final do atendimento. ( ) A utilização de protetor facial pode ser necessária em atendimentos de risco elevado, especialmente quando há potencial de respingos de fluidos contaminantes na face. A ordem CORRETA é:
- A)V – F – V – F – V.
Correta, porque a sequência V - F - V - F - V corresponde às medidas adequadas de biossegurança no atendimento a fluidos corporais.
- B)F – V – F – F – V.
Errada, porque inverte os julgamentos de itens centrais como o uso de máscara em aerossóis e a troca de luvas entre atendimentos.
- C)V – F – V – F – F.
Errada, porque mantém a 1ª e a 3ª verdadeiras, mas erra ao negar a 5ª afirmativa sobre proteção facial em risco de respingos.
- D)F – F – V – F – V.
Errada, porque desconsidera medidas básicas de barreira, como avental impermeável e proteção ocular, e também erra a lógica sobre luvas.
Gabarito: A
No atendimento pré-hospitalar, a lógica dos EPIs é simples: proteger pele, mucosas e vias respiratórias contra sangue, secreções e respingos. Por isso, quando há risco biológico por fluidos corporais, o combo mais cobrado é avental impermeável, luvas e proteção ocular, porque esses itens reduzem o contato direto com material potencialmente contaminado. Se houver risco de respingos na face, o protetor facial entra como reforço importante, especialmente em cenas mais “bagunçadas”, como trauma, vômitos e sangramentos. A banca também gosta de testar o tipo certo de máscara. Máscara cirúrgica não substitui respirador N95/PFF2 em procedimento gerador de aerossóis. Em situações com aerossóis infecciosos, a proteção respiratória precisa ser maior, porque a máscara cirúrgica foi feita principalmente para gotículas e barreira de respingos, não para aerossóis finos. Outro ponto clássico: luva não faz milagre e não dispensa higiene das mãos. Você deve higienizar as mãos antes de calçar e após retirar as luvas, além de trocá-las entre atendimentos e sempre que houver contaminação ou mudança de tarefa. Isso ajuda a evitar contaminação cruzada, que é uma das vilãs favoritas das provas. Assim, o gabarito A fica correto porque a sequência é: V - F - V - F - V. As assertivas 1, 3 e 5 estão de acordo com a prática de biossegurança; a 2 erra ao tentar trocar N95 por máscara cirúrgica em aerossóis; e a 4 erra ao sugerir avental de tecido reutilizável como solução adequada para exposição a fluidos no APH, quando a prioridade é barreira compatível com o risco e uso seguro do equipamento.