Para que o professor de Arte possa repensar o fazer pedagógico do Ensino de arte na educação brasileira, faz-se necessário compreender o início desse processo e as políticas pedagógicas que o influenciaram. Assinale a opção que não se enquadra nas tendências pedagógicas da estrutura curricular do ensino de arte nas primeiras décadas do século XX.
- A)A arte é incluída no currículo escolar com o título de Educação Artística, mas é considerada “atividade educativa” e não disciplina.
Está correta, porque a Arte foi incluída na escola muitas vezes como atividade educativa e não como disciplina autônoma.
- B)Seguir guias curriculares e livros didáticos em geral, sem orientações teórico-metodológicas e bibliográficas específicas.
Está correta, pois era comum o uso de guias curriculares e livros didáticos sem aprofundamento teórico-metodológico específico.
- C)Discussão sobre a valorização e aprimoramento do professor, pois se reconhecia a insuficiência de conhecimentos e competência na área.
Está correta, porque já havia preocupação com a formação e o aprimoramento do professor de Arte diante da fragilidade da área.
- D)Formação do aluno através de meios tecnológicos, estimulando a sensibilidade, criatividade e as experiências lúdicas.
Está errada, porque a ênfase em tecnologia, criatividade e ludicidade corresponde a concepções bem mais recentes do ensino de Arte.
Gabarito: D
No início do século XX, o ensino de Arte no Brasil ainda estava preso a uma lógica bem escolarizada e pouco autônoma. A disciplina aparecia muitas vezes como “atividade educativa”, voltada mais para o adorno, a cópia e o treino de habilidades do que para uma formação artística crítica e autoral. Em outras palavras: a Arte entrava na escola, mas nem sempre com status de disciplina de verdade. Nesse período, era comum o professor seguir guias curriculares e livros didáticos, com pouca base teórico-metodológica específica. Também havia preocupação com a formação e valorização do professor, porque se reconhecia que faltavam conhecimentos próprios da área. Isso mostra uma fase de organização ainda frágil, muito marcada por métodos tradicionais e por pouca autonomia pedagógica. O gabarito é a letra D porque ela traz uma ideia muito mais recente: formação do aluno por meios tecnológicos, valorizando sensibilidade, criatividade e experiências lúdicas. Essa combinação conversa com abordagens contemporâneas, não com as primeiras décadas do século XX. Naquele momento, a tecnologia não era o eixo do ensino de Arte, e a valorização da criatividade já aparece de forma mais forte em reformas e propostas posteriores, especialmente a partir da segunda metade do século. Se você lembrar de uma linha do tempo simples, ajuda bastante: no começo, muita disciplina, cópia e orientação externa; depois, a Arte vai ganhando espaço para expressão, experiência e reflexão. A questão quer exatamente que você perceba essa diferença histórica.