Acerca das ideias de Salles (1998) sobre processos de criação artística, assinale a alternativa INCORRETA.
- A)O percurso de dúvidas, ajustes, certezas, acertos e aproximações é um caminho que deve ser considerado ao se olhar para um artefato.
Está certa, porque o processo criativo inclui dúvidas, ajustes, certezas, acertos e aproximações na construção da obra.
- B)A criação pode ser observada como um processo de contínua metamorfose.
Está certa, porque a criação artística pode ser entendida como um processo de transformação contínua.
- C)Arte é apenas o produto considerado acabado pelo artista.
Está errada, porque Salles não reduz a arte ao produto final; ela valoriza o processo de criação.
- D)Durante o processo de criação artística, movimentos de regressão e progressão ocorrem continuamente.
Está certa, porque no processo criativo há avanços e recuos constantes, sem linearidade rígida.
- E)Precisa ser revista a ideia de que o artista deve entregar ao público uma obra sacralizada e perfeita.
Está certa, porque a autora critica a ideia de obra artística como algo sagrado, perfeito e intocável.
Gabarito: C
Salles (1998) trata a criação artística como processo, e não como um simples resultado final bonitinho para vitrine. A ideia central é que a obra vai sendo construída em idas e vindas, com dúvidas, ajustes, retomadas, avanços e até recuos. Ou seja, o fazer artístico é movimento, metamorfose e experimentação, algo bem diferente da imagem engessada de uma obra pronta e intocável. Por isso, ao analisar um artefato artístico, importa observar também o percurso de criação: as escolhas feitas, as correções, as hesitações e as transformações ao longo do caminho. Isso ajuda a entender que a produção artística não nasce perfeita de uma vez, como mágica de palco. Ela vai se formando no processo, com marcas visíveis ou invisíveis dessa construção. A alternativa C está incorreta porque reduz arte a um produto acabado pelo artista, o que contraria exatamente essa visão processual defendida por Salles. Para ela, o foco não é só o objeto final, mas a travessia criadora que levou até ele. As demais alternativas dialogam com essa lógica de criação em fluxo, com mudanças contínuas e revisão da ideia de obra sacralizada e perfeita. Em termos doutrinários, a abordagem de Salles se alinha a uma concepção contemporânea de criação artística como processo aberto, dinâmico e relacional, muito usada em provas de Ensino da Arte.