O Movimento Modernista, enquanto movimento artístico,
- A)rejeitou qualquer influência estrangeira.
Errada, porque o Modernismo não rejeitou toda influência estrangeira, mas dialogou com vanguardas europeias e as recriou de modo crítico e brasileiro.
- B)buscou reproduzir fielmente a tradição acadêmica nacional.
Errada, porque o Modernismo rompeu com a tradição acadêmica em vez de reproduzi-la fielmente.
- C)defendeu o uso da norma culta da língua para valorizar a identidade nacional.
Errada, porque a valorização da identidade nacional no Modernismo não se limitou à norma culta; muitas obras exploraram linguagem coloquial, ironia e experimentação.
- D)abordou questões sociais, políticas e econômicas, refletindo as desigualdades e os desafios do Brasil.
Certa, porque o Modernismo abordou conflitos sociais e a realidade brasileira, expondo desigualdades e desafios do país.
- E)tematizou preferencialmente a vida rural e seus personagens, considerados como expressão da verdadeira brasilidade.
Errada, porque a vida rural foi um tema importante em algumas obras, mas não de forma exclusiva nem como única expressão da brasilidade.
Gabarito: D
O Movimento Modernista, no Brasil, foi uma virada de chave na arte e na cultura: em vez de copiar modelos prontos e engessados, ele quis experimentar, criticar e olhar o país com mais liberdade. A ideia não era fazer uma arte "bonita" no sentido acadêmico tradicional, mas uma arte viva, ligada ao seu tempo e aos problemas reais do Brasil. Por isso, o Modernismo não ficou preso só à estética. Ele também trouxe temas sociais, políticos e econômicos, mostrando desigualdades, tensões urbanas, conflitos culturais e contradições da formação brasileira. Em obras literárias, visuais e musicais, aparece muito essa vontade de denunciar, questionar e repensar o país. É exatamente aí que a alternativa D acerta: ela traduz esse compromisso do Modernismo com a realidade brasileira e com suas desigualdades. Pense em autores e artistas que deixam a sala de estar acadêmica e vão para a rua, para o interior, para a fábrica, para a vida concreta. Isso aparece, por exemplo, em obras de Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Tarsila do Amaral e, em fases posteriores, no engajamento social de vários modernistas. A banca FGV costuma cobrar o Modernismo como movimento de ruptura, crítica e valorização da brasilidade sem idealização. Então, se a frase falar em tradição acadêmica, cópia fiel ou rejeição total de influências, desconfie: o Modernismo gostava mesmo era de misturar, questionar e incomodar um pouco.