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Educação · FGV · 2025

Questão comentada de Educação

Em 1795, Friedrich Schiller apresentou ideais educativos diretamente relacionados ao modo como concebia o valor da arte para formação das pessoas, como no trecho a seguir. Pela disposição estética do espírito, a espontaneidade da razão é iniciada já no campo da sensibilidade, o poder da sensação é quebrado dentro de seus próprios domínios, o homem físico é enobrecido de tal maneira que o espiritual, de ora em diante, só precisa desenvolver-se dele segundo as leis da liberdade. O passo do estado estético para o lógico e moral (da beleza para a liberdade e o dever) é, pois, infinitamente mais fácil que o do estado físico para o estético (da vida meramente cega para a forma). Adaptado de SCHILLER, F. A educação estética do homem. São Paulo: Iluminuras, 1990, p. 118. Schiller, em seu projeto educacional para a arte, posiciona-se

Gabarito: D

Schiller é um nome-chave quando a questão fala de educação pela arte. Para ele, a experiência estética não é enfeite nem passatempo vazio: ela ajuda a formar o ser humano de modo integral, porque aproxima sensibilidade e razão. Em outras palavras, a arte educa sem dar sermão, como se “organizasse” o sentimento para que a liberdade moral pudesse florescer depois. No trecho citado, Schiller diz que, pela disposição estética, o homem deixa de ser dominado apenas pelos impulsos cegos da sensação e passa a um estado em que a liberdade e o dever podem se desenvolver com mais facilidade. Isso mostra que a beleza tem função formativa e mediadora: ela não elimina o sentimento, mas o transforma em experiência humana mais rica. É por isso que o gabarito é a letra D. Schiller não está defendendo uma arte utilitária, no sentido de servir a uma finalidade prática imediata. Ao contrário: o belo abre espaço para uma dimensão lúdica, contemplativa e de fruição estética, que prepara o sujeito para a liberdade. A arte, aqui, vale por si e pela formação humana que provoca. Em termos doutrinários, isso combina com a tradição da educação estética: a beleza como caminho de humanização, e não como ferramenta de produtividade. A banca costuma explorar justamente essa tensão entre o uso pragmático da arte e sua função formativa mais ampla.

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