Em função da abordagem pedagógica, o entendimento da natureza e do valor educacional das artes visuais modifica-se. Para a Escola Nova e para Escola Progressista, a arte é entendida respectivamente como
- A)“Adorno” e “Expressão”.
Errada, porque “adorno” remete a algo decorativo e secundário, enquanto a Escola Nova valoriza a expressão da criança.
- B)“Subjetivação’ e “Ideal de belo”.
Errada, porque “subjetivação” não é a formulação típica da Escola Nova, e “ideal de belo” lembra uma visão mais clássica e normativa da arte.
- C)“Técnica” e “Produto (design)”.
Errada, porque “técnica” e “produto (design)” reduzem a arte ao fazer instrumental, o que não corresponde ao enfoque pedagógico pedido.
- D)“Expressão” e “Conhecimento, cultura e expressão”.
Certa, porque a Escola Nova entende a arte como expressão e a Escola Progressista como conhecimento, cultura e expressão.
- E)“Acessório estetizante” e “Capacitação técnica em design”.
Errada, porque “acessório estetizante” e “capacitação técnica em design” apontam para uma visão utilitária e superficial da arte.
Gabarito: D
Na pedagogia da Escola Nova, a arte costuma aparecer como expressão da criança, isto é, como um meio de desenvolver a espontaneidade, a criatividade e a experiência pessoal. A ideia não é “ensinar arte” só como conteúdo pronto, mas valorizar o fazer, o sentir e a livre manifestação. É o famoso foco no aluno como centro do processo, bem ao estilo “deixe a criança criar”. Já na Escola Progressista, a arte ganha um papel mais amplo e crítico: ela passa a ser vista como conhecimento, cultura e expressão. Ou seja, não é apenas um adorno ou uma atividade agradável, mas uma forma de compreender o mundo, ler contextos sociais e produzir sentido. Aqui a arte entra como linguagem e como parte da formação humana integral. Por isso o gabarito D está correto: Escola Nova = expressão; Escola Progressista = conhecimento, cultura e expressão. A banca explora justamente essa evolução histórica do ensino da arte, saindo de uma visão mais espontânea e centrada na vivência para uma visão mais crítica e culturalmente situada. Se quiser amarrar com base normativa, a LDB 9.394/1996, especialmente no ensino da arte como componente curricular obrigatório, reforça essa dimensão formativa e cultural, e a BNCC também trata a arte como linguagem e campo de experiências estéticas, sensíveis e culturais.