Um docente de arte entrevistado sobre avaliação explica que para avaliar em artes é necessário conhecer os alunos, motivo pelo qual costuma primeiramente utilizar questionários, rodas de conversas e exercícios para obter informações sobre os conhecimentos e habilidades prévias dos estudantes. Assinale o tipo de avaliação descrita pelo docente na entrevista citada.
- A)Somativa.
Errada: a avaliação somativa ocorre ao final de um período ou etapa, para registrar resultados, e não para levantar conhecimentos prévios.
- B)Diagnóstica.
Certa: o docente quer conhecer o que os alunos já sabem e já conseguem fazer antes de planejar a intervenção, o que é típico da avaliação diagnóstica.
- C)Formativa.
Errada: a avaliação formativa acompanha o processo de aprendizagem ao longo do caminho, com devolutivas e ajustes, e não se limita ao levantamento inicial.
- D)Comparativa.
Errada: avaliação comparativa não é a classificação usual desse procedimento e não descreve o foco em identificar saberes prévios da turma.
Gabarito: B
Na avaliação em Artes, o primeiro passo muitas vezes não é cobrar produção final, e sim entender de onde o aluno parte. Quando o docente usa questionários, rodas de conversa e exercícios para levantar conhecimentos e habilidades prévias, ele está fazendo um diagnóstico da turma. É como abrir a caixa de ferramentas antes de começar a obra: você precisa saber o que o estudante já sabe, o que consegue fazer e quais lacunas ainda existem. Isso caracteriza a avaliação diagnóstica, que serve para identificar saberes prévios, interesses, dificuldades e potencialidades. Ela costuma acontecer no início de um percurso, de uma unidade ou de um conteúdo, justamente para orientar o planejamento do professor. Em Arte, isso é muito importante porque a aprendizagem envolve repertório, percepção, experimentação e expressão, não só resposta certa. Por isso, o gabarito é a letra B. O docente não está apenas acompanhando o processo em andamento, nem fechando uma nota no final. Ele está levantando informações iniciais para conhecer o ponto de partida dos estudantes e ajustar a mediação pedagógica. Na prática, essa lógica conversa com a ideia de avaliação como parte do processo de ensino, e não como simples cobrança. Em Arte, isso ajuda o professor a propor experiências mais adequadas à turma, respeitando diferentes repertórios e formas de expressão.