Na produção artística egípcia, a pintura obedecia a padrões rígidos de representação, especialmente no que diz respeito à figura humana, que era retratada em visão frontal do olho e dos ombros e em perfil de cabeça, braços e pernas. Essa lei de representação denomina-se
- A)geométrica.
Errada, porque a geometria pode remeter à organização formal da arte, mas não é o nome dessa convenção específica de representação egípcia.
- B)frontalidade.
Certa, pois frontalidade é a lei de representação que combina frontal e perfil na figura humana egípcia.
- C)áurea.
Errada, porque a seção áurea é um princípio proporcional, e não a regra de postura e ângulo corporal mencionada no enunciado.
- D)lateralidade.
Errada, porque lateralidade não é o termo consagrado na história da arte para essa convenção egípcia.
- E)euclídea.
Errada, porque Euclides está ligado à geometria, não ao padrão figurativo de representação da figura humana no Egito.
Gabarito: B
Na arte egípcia, a figura humana não era desenhada como você a veria no mundo real, mas segundo um conjunto de regras fixas. Isso acontecia porque a imagem tinha função religiosa e simbólica, então o artista não buscava naturalismo, e sim clareza e permanência. Por isso, cada parte do corpo era mostrada no ângulo considerado mais reconhecível: olho e ombros de frente, cabeça e membros em perfil. Essa forma de representar o corpo recebe o nome de frontalidade. O nome já entrega a lógica: alguns elementos aparecem frontalmente, mesmo que o corpo esteja montado em perfil. É uma convenção típica da arte egípcia, muito cobrada em provas, porque mistura vários pontos de vista na mesma figura. A banca adora esse tema porque ele aparece junto da ideia de arte canônica, isto é, de regras rígidas que se repetem por séculos. Em outras palavras, não é uma questão de criatividade livre, mas de padrão visual estável. Então, quando o enunciado fala em visão frontal de certas partes e perfil de outras, está descrevendo exatamente essa lei de representação.