De acordo com o IBGE, o número de idosos cresceu 57,4% entre 2010 e 2022. A cada 100 brasileiros, 11 já têm mais de 65 anos. Ainda segundo o Censo, metade da população já passou a casa dos 35 anos. [...] Hoje, cerca de 66% dos aposentados pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) recebem apenas um salário-mínimo por mês. Com as regras ainda mais duras aprovadas na Reforma da Previdência de 2019, a maior parte dos brasileiros terá direito a um ou a no máximo dois salários-mínimos, renda que passa longe de garantir segurança financeira. Disponível em: https://economia.uol.com.br/colunas/carlosjuliano-barros/2023/10/31/censo-do-ibge-envelhecimento-seratema-central-do-mercado-de-trabalho.htm?cmpid=copiaecola Acesso em: 31 out. 2023. A análise da matéria, associando idade e remuneração previdenciária, aponta para
- A)a extinção do INSS devido à sua incapacidade de oferecer aos aposentados remuneração suficiente.
Errada, porque o texto não fala em extinção do INSS, mas em insuficiência da renda previdenciária para muitos aposentados.
- B)a necessidade de os idosos permanecerem no mercado de trabalho como forma de suplementar a renda.
Certa, pois a matéria indica que a baixa remuneração previdenciária tende a levar muitos idosos a permanecerem trabalhando para complementar a renda.
- C)a remuneração previdenciária, que tem garantido boas condições aos segurados e, por isso, maior longevidade.
Errada, porque o texto aponta justamente o contrário: a aposentadoria não tem garantido boas condições financeiras para a maioria.
- D)o desenvolvimento de atividades de lazer, que têm ocupado o tempo ocioso da maioria dos aposentados.
Errada, porque a matéria não trata de lazer ou tempo ocioso, e sim de envelhecimento populacional e dificuldade de sustento na aposentadoria.
Gabarito: B
A questão junta dois dados importantes: o envelhecimento da população e a situação da renda na aposentadoria. Quando a matéria mostra que há mais idosos e que muitos aposentados recebem apenas um salário-mínimo, ela está chamando atenção para um problema social bem claro: viver mais não significa, automaticamente, viver com tranquilidade financeira. No Brasil, a Previdência Social até garante proteção básica, mas nem sempre o valor pago é suficiente para manter o padrão de vida do segurado. É aí que entra a leitura crítica do texto. Se a renda previdenciária é baixa para grande parte dos aposentados, muitos idosos acabam continuando no mercado de trabalho, seja por necessidade, seja para complementar o orçamento. Isso é o que a questão quer que você perceba: a associação entre idade avançada e remuneração insuficiente aponta para a permanência do idoso trabalhando como forma de suplementar a renda. Essa ideia conversa com a lógica da Seguridade Social prevista na Constituição Federal de 1988, que protege o cidadão na velhice, mas não elimina, por si só, os efeitos econômicos do envelhecimento. A Reforma da Previdência de 2019 também endureceu as regras, reforçando o cenário descrito no texto. Então, o gabarito é a alternativa B, porque ela traduz exatamente a consequência social mostrada pela matéria: muitos idosos precisam seguir ativos economicamente para fechar as contas do mês. Em resumo, o texto fala menos de descanso e mais de sobrevivência financeira.