A respeito dos debates e dos desdobramentos do Acordo de Paris, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. ( ) Em 2015, numerosas nações, entre as quais o Brasil, aprovaram o maior tratado internacional acerca das mudanças climáticas desde a assinatura do Protocolo de Quioto, em 1992. ( ) Os países signatários do Acordo de Paris definiram metas individuais de redução de gases de efeito estufa, a fim de evitar que a temperatura da Terra se eleve indiscriminadamente. ( ) A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, em novembro de 2019, anulou o tratado internacional, causando protestos das comunidades científicas em todo o mundo. Segundo a ordem apresentada, as afirmativas são, respectivamente,
- A)F – V – F.
Correta, porque a sequência é F - V - F: a primeira e a terceira afirmativas são falsas, e a segunda é verdadeira.
- B)F – V – V.
Errada, porque a terceira afirmativa não é verdadeira: a saída dos EUA não anulou o Acordo de Paris.
- C)V – V – F.
Errada, porque a primeira afirmativa é falsa: o erro está na referência histórica ao Protocolo de Quioto e à data de 1992.
- D)V – V – V.
Errada, porque a primeira e a terceira afirmativas são falsas, então não pode haver três verdadeiras.
- E)V – F – V.
Errada, porque a segunda afirmativa é verdadeira: os países definem metas nacionais no Acordo de Paris.
Gabarito: A
O Acordo de Paris, adotado em 2015, marcou um passo enorme na política climática mundial. Ele nasceu no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e substituiu a lógica mais engessada de compromissos gerais por metas nacionais apresentadas por cada país, as chamadas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas). A ideia é simples e séria ao mesmo tempo: cada nação diz o quanto pretende reduzir suas emissões para ajudar a conter o aquecimento global. A primeira afirmativa cai porque a banca mistura dados históricos. O Acordo de Paris veio depois do Protocolo de Quioto, que é de 1997, e não de 1992. Em 1992 ocorreu a ECO-92, quando foi assinada a Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima. Ou seja, a frase embaralha os marcos temporais e, em prova, isso costuma ser um convite para o erro. A segunda afirmativa está correta. No Acordo de Paris, cada país assume metas próprias de redução de gases de efeito estufa, com o objetivo de manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C, buscando esforços para limitar a 1,5°C. Não é um sistema de meta única para todos, mas de compromissos nacionais progressivos e revisáveis. A terceira afirmativa também está errada. A saída dos Estados Unidos não anulou o tratado, porque a retirada de um país não extingue um acordo internacional multilateral. Além disso, a saída anunciada em 2019 só produziu efeitos depois, em 2020, e os EUA ainda retornaram ao Acordo em 2021. Então, nada de "apagão jurídico" global: o tratado continuou valendo para os demais signatários.