Donald Trump tem um novo inimigo: a arquitetura contemporânea. A imprensa norte-americana revela que está sendo elaborado um decreto presidencial intitulado “Making Federal Buildings Beautifil Again” (Tornar Novamente Bonitos os Edifícios Federais), que dispõe sobre o estilo arquitetônico a ser adotado para a construção ou a restauração de edifícios federais. Deve-se seguir uma linguagem pautada na elegância monumental e regularidade das formas; na racionalidade e simplicidade das estruturas; na simetria dos volumes; em plantas geométricas e na presença de colunas, como referências a um passado que simbolizaria os ideais da nação americana e enfatizaria sua grandeza. Adaptado de Haus, Arquitetura, Gazeta do Povo, 07/02/2020. Segundo o trecho acima, Trump propõe, para os edifícios federais, o estilo arquitetônico
- A)brutalista.
Errada, porque o brutalismo privilegia volumes pesados, concreto aparente e uma estética mais crua, não colunas e simetria clássica.
- B)neoclássico.
Certa, porque o neoclassicismo usa referências greco-romanas, como colunas, simetria e monumentalidade, exatamente como descreve o enunciado.
- C)pós-moderno.
Errada, porque o pós-modernismo costuma misturar referências e fazer ironias formais, em vez de seguir uma linguagem clássica rígida e solene.
- D)neogótico.
Errada, porque o neogótico remete a arcos ogivais, vitrais e verticalidade medieval, não à simplicidade geométrica e às colunas clássicas.
- E)romântico.
Errada, porque o romantismo na arquitetura não é identificado por esse repertório de ordem clássica e regularidade monumental.
Gabarito: B
A questão fala de um tipo de arquitetura que valoriza referências ao passado, com aparência solene, simetria, colunas, proporção e uma ideia de ordem e grandeza. Isso combina com o neoclassicismo, que retoma elementos da Antiguidade greco-romana e costuma aparecer em edifícios públicos justamente para transmitir autoridade, estabilidade e solenidade. Perceba a pista do enunciado: “elegância monumental”, “regularidade das formas”, “racionalidade”, “simetria” e “presença de colunas”. Esses são sinais bem típicos do repertório neoclássico, muito usado em prédios estatais porque passa uma imagem de tradição e poder institucional, sem extravagância. Em prova, a banca costuma brincar com estilos que parecem “imponentes”, mas aqui o foco não é aparência pesada, nem fantasia medieval, nem ruptura com a tradição. O texto aponta para uma arquitetura inspirada no classicismo, e não para algo moderno, experimental ou decorativo em excesso. Por isso, o gabarito é a letra B. O decreto descrito quer um padrão arquitetônico neoclássico para os edifícios federais, com linguagem formal, simétrica e monumental, em linha com referências clássicas e com a simbologia de grandeza do Estado.