Em 2021, o mercado digital se aqueceu com a venda de memes e publicações variadas na internet, como, por exemplo, o primeiro tuíte do fundador do Twitter, Jack Dorsey, sob a forma de NFT. Essa sigla corresponde à expressão non-fungible token ou token não-fungível. De forma simplificada, o NFT é um código de computador que serve como autenticação de um arquivo, assegurando sua unicidade. Em termos de arte digital, o NFT
- A)é uma chave que é vendida junto ao arquivo e garante a sua autenticidade.
Correta, porque o NFT funciona como um identificador único associado ao arquivo, servindo como prova de autenticidade e titularidade.
- B)dá acesso ao link da obra digital adquirida e permite a sua replicação fidedigna.
Errada, porque o NFT não é mero acesso a link nem autoriza replicação fidedigna da obra.
- C)representa o arquivo criptografado de todas as imagens da obra disponíveis na internet.
Errada, porque o NFT não representa um conjunto criptografado de imagens da obra na internet.
- D)é a linha de código da transação bancária online referente à aquisição da obra.
Errada, porque o NFT não é comprovante da transação bancária, e sim um token de autenticação ligado ao item digital.
- E)é o certificado que reserva ao comprador participação financeira nas reproduções digitais da obra.
Errada, porque o NFT não concede automaticamente participação financeira nas reproduções digitais da obra.
Gabarito: A
NFT é a sigla de non-fungible token, ou token não fungível. Em português claro: é um identificador único registrado em ambiente digital, normalmente em blockchain, que funciona como prova de autenticidade e de titularidade de um item digital. Ele não é o arquivo em si, nem a obra “dentro” do computador, mas um certificado/código associado a ela. A ideia central da não fungibilidade é simples: o item não pode ser trocado por outro igual, porque ele é único. Isso faz diferença em arte digital, colecionáveis e itens virtuais, já que o NFT permite comprovar que aquele arquivo ou aquela versão foi vinculada a um comprador específico. A obra pode até circular na internet, mas o token aponta quem é o titular daquele registro. Por isso, o gabarito A está correto: o NFT é apresentado como uma chave/código vendido junto ao arquivo e que garante sua autenticidade. Não significa que você “leva o arquivo secreto da internet para casa”, nem que ganha direitos automáticos de reprodução ou participação financeira. Esses direitos dependem do contrato e da licença de uso, não do NFT por si só. Na prática, a banca quer ver se você separa duas coisas: obra digital e prova de autenticidade/titularidade. O NFT costuma ser a “etiqueta inteligente” da obra, e não a obra em si. Se você confundir isso, cai na velha armadilha de achar que comprar o token é o mesmo que comprar todos os direitos sobre a criação.