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Conhecimentos Gerais · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Conhecimentos Gerais

Muitas músicas se tornam ferramentas que questionam, enfrentam e dão voz a várias questões com objetivo de quebrar tabus, diferenças culturais e, ainda, possibilitam novas práticas sociais. Leia o trecho a seguir da música do cantor Alok. “[...] Encher a cara parecia uma boa ideia Mas de recordação só me deixou magoa, né De quantos vizinhos assistindo na plateia A tradição dizia pra ninguém meter a colher” Podemos afirmar que a letra faz referência a:

Gabarito: B

A letra fala de uma situação em que a violência acontece dentro do ambiente doméstico e, ao mesmo tempo, existe a ideia de que ninguém deve interferir. Isso é exatamente um traço muito comum da violência doméstica: o silêncio, a tolerância social e a famosa regra informal do "em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher". Hoje, essa mentalidade é combatida porque violência doméstica não é assunto privado, e sim violação de direitos. No Brasil, o tema é tratado com seriedade pela Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), que reconhece e combate a violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral contra a mulher no âmbito doméstico e familiar. Ou seja, não estamos falando só de agressão física: humilhação, ameaça e controle também entram no pacote. Na música, a referência à tradição de "ninguém meter a colher" aponta justamente para essa cultura de naturalização e silenciamento da violência doméstica. A letra critica o ambiente em que a agressão ocorre e em que os vizinhos assistem sem intervir, como se fosse algo normal. Por isso, o gabarito é a alternativa B. Em provas de concurso, quando aparecer trecho musical ou textual com ideia de silêncio, agressão no lar, medo ou tolerância social à violência, desconfie imediatamente de violência doméstica. A banca gosta de usar linguagem indireta para ver se você percebe o contexto social por trás da letra.

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