O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição de desenvolvimento neurológico, definida por dificuldades de comunicação e interação social e pela presença de comportamentos ou interesses repetitivos ou restritos. O Dia Mundial do Orgulho Autista, comemorado em 18 de junho, destaca a importância do conhecimento individual e coletivo das características diversas do espectro do autismo, com o objetivo de reduzir o estigma e o preconceito associado à condição. (Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/dia-mundial-do-orgulho-autista-conheca-os-diferentes-sinais-da-condicao/. Adaptado. Acesso em: 18/06/2023.) Sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), é INCORRETO afirmar que:
- A)Apresenta-se em níveis variados em cada indivíduo.
Certa, porque o TEA realmente se manifesta em níveis variados, com diferentes necessidades de suporte e formas de expressão.
- B)Vacinas são fatores de risco para o seu desenvolvimento.
Errada, porque vacinas não são fator de risco para o desenvolvimento do TEA, e essa associação já foi amplamente descartada pela ciência.
- C)Não há cura para esse distúrbio do neurodesenvolvimento.
Certa, porque não há cura para o TEA, mas há tratamentos e estratégias de apoio que melhoram bastante a funcionalidade e a qualidade de vida.
- D)Em manifestações agudas podem ser observados sintomas de agitação e/ou agressividade, podendo ocorrer auto ou heteroagressividade.
Certa, porque em crises ou sobrecarga podem ocorrer agitação, agressividade e até autoagressividade em algumas pessoas com TEA.
Gabarito: B
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento, ou seja, faz parte da forma como o cérebro se desenvolve e se organiza desde cedo. Ele não aparece igual em todo mundo: há diferentes níveis de suporte, graus de comunicação, interesses restritos e padrões comportamentais. Por isso se fala em “espectro”, porque existe muita variação entre as pessoas autistas. Um ponto importante, muito cobrado em prova, é que o autismo não é causado por vacinas. Esse mito já foi desmentido por estudos científicos consistentes e é rejeitado pela comunidade médica. A Organização Mundial da Saúde e diversas entidades de saúde reconhecem que não há relação causal entre vacinas e TEA. Também é correto dizer que não existe cura para o TEA, porque não se trata de uma doença a ser “eliminada”, mas de uma condição permanente do desenvolvimento. O que existe são intervenções, terapias e apoios que ajudam muito na autonomia, na comunicação e na qualidade de vida. Em situações de maior sobrecarga, algumas pessoas podem apresentar agitação, irritabilidade, autoagressividade ou heteroagressividade, especialmente quando há dificuldade de comunicação ou desconforto sensorial. Assim, a letra B está incorreta porque atribui às vacinas um fator de risco que a ciência não confirma.