Fim da emergência de saúde pública para a Covid-19 decretado pela OMS A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, o fim da emergência de saúde pública (PHEIC, na sigla em inglês) da pandemia do Covid no planeta. O alerta havia sido decretado pela entidade em janeiro de 2020, quando o número de casos e mortes começou a explodir na China. “É com grande esperança que declaramos que a Covid-19 não é mais uma emergência global”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom. (Disponível em: https://jornal.unesp.br/2023/05/09/fim-da-emergencia-de-saude-publica-para-a-covid-19-decretado-pela-oms.) Acerca do Covid-19, assinale a afirmativa correta.
- A)A vacina anti-Covid já foi anexada ao calendário obrigatório de imunização brasileiro em todas as faixas etárias.
Errada, porque a vacina contra a Covid-19 não foi incorporada como obrigatória para todas as faixas etárias no calendário brasileiro.
- B)Com a imunização quase total da maioria da população mundial, o Covid-19 perdeu o status de doença grave e transmissível.
Errada, pois não houve imunização quase total da população mundial, e a doença continuou transmissível e relevante em saúde pública.
- C)Na fase atual, chamada globalmente de “imunidade de rebanho”, a vacina deve ser opcional, pois se torna mais perigosa que a doença.
Errada, porque não existe essa regra de que a vacina se torna mais perigosa que a doença; além disso, "imunidade de rebanho" não significa fim automático da circulação viral.
- D)A alteração do status foi possível graças ao avanço da vacinação, que trouxe uma tendência de queda de casos e mortes, mas não a eliminação da doença.
Certa, porque a vacinação reduziu casos e mortes, o que ajudou a OMS a encerrar a emergência global, mas sem eliminar a Covid-19.
Gabarito: D
A OMS declarou o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (PHEIC) para a Covid-19, mas isso não significa que o vírus sumiu ou que a doença deixou de existir. Em outras palavras: acabou o "alarme máximo" global, não acabou a vigilância. A Covid-19 continuou circulando, e os países passaram a tratar a situação com monitoramento e vacinação, em vez de emergência sanitária internacional. A alternativa correta é a letra D porque ela resume bem esse cenário: a vacinação ajudou a reduzir casos graves e mortes, o que permitiu a mudança de status pela OMS, mas não houve eliminação da doença. Isso é importante: redução de risco não é o mesmo que erradicação. A doença ainda pode aparecer, principalmente em pessoas vulneráveis e em surtos localizados. As demais alternativas exageram ou misturam conceitos. Não houve imunização total da população mundial, nem a vacina virou "mais perigosa" que a doença, e a Covid-19 não entrou no calendário obrigatório para todas as faixas etárias no Brasil. Portanto, a questão cobra justamente essa leitura cuidadosa: o fim da emergência internacional não é o fim da Covid-19.