Venezuela está “totalmente preparada” para retomar relações com os EUA Nicolás Maduro, em celebração do 18º aniversário da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) em Havana, disse, em entrevista, que a Venezuela está pronta para normalizar as relações com os Estados Unidos. A declaração ocorre em meio ao cenário de crise energética decorrente da invasão russa da Ucrânia, que impulsionou a demanda por novas fontes de abastecimento como alternativa à dependência europeia de Moscou. (Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/mundo/venezuela-esta-totalmente-preparada-para-retomar-relacoes-com-os-eua-diz-maduro/. Adaptado.) O governo de Maduro rompeu relações com Washington, quando a então administração de Donald Trump:
- A)Repudiou a chegada de Lula à Presidência do Brasil pela terceira vez, criando graves tensões com o Presidente venezuelano, amigo pessoal do Presidente brasileiro.
Errada, porque a crise citada no enunciado não tem relação com Lula ou com um suposto terceiro mandato presidencial no Brasil.
- B)Criticou abertamente a diversificação das fontes de abastecimento de petróleo, incluindo o Irã e a Venezuela, e impediu que ambos pudessem comercializar livremente sua produção.
Errada, porque a alternativa mistura política energética global com uma alegação imprecisa sobre embargo e não descreve o motivo do rompimento entre Venezuela e EUA.
- C)Enviou delegados a Caracas para se reunir com ele e negociar, dentre outros atos, a troca de prisioneiros venezuelanos por monopólios de petróleo e açúcar, principais produções do país.
Errada, porque não houve esse tipo de negociação com troca de prisioneiros por monopólios de petróleo e açúcar, que não faz sentido histórico ou político.
- D)Reconheceu o líder da oposição, Juan Guaidó, como “presidente interino” da Venezuela, decretando várias sanções ao país, incluindo um embargo ao petróleo produzido pelos venezuelanos.
Certa, porque a administração Trump reconheceu Juan Guaidó como presidente interino e impôs sanções, inclusive contra o petróleo venezuelano.
Gabarito: D
A questão cobra um fato importante da política externa recente da Venezuela: o rompimento com os Estados Unidos ocorreu no contexto em que o governo de Donald Trump passou a tratar Juan Guaidó como a principal liderança legítima da oposição venezuelana. Na prática, Washington enfraqueceu ainda mais a relação bilateral ao adotar uma postura de pressão máxima sobre Maduro. Esse movimento incluiu o reconhecimento de Guaidó como “presidente interino” da Venezuela, gesto simbólico e político que marcou o afastamento entre os dois países. Além disso, os EUA ampliaram sanções econômicas contra Caracas, especialmente no setor petrolífero, que é central para a economia venezuelana. Ou seja: nada de clima de amizade, foi mais um “porteiro fechando a porta”. Por isso, o gabarito é a alternativa D. Ela descreve exatamente a medida adotada pela administração Trump: reconhecimento de Guaidó e imposição de sanções, inclusive restrições ao petróleo venezuelano. Em questões sobre política internacional, vale guardar esse combo: oposição interna + sanções externas + disputa pela legitimidade do governo. Não há um fundamento constitucional brasileiro aqui, mas sim um fato histórico e diplomático ligado à crise venezuelana e à política externa dos EUA no governo Trump. Se aparecer Guaidó, sanções e petróleo na mesma frase, acenda o alerta.