PrEP: Anvisa aprova primeiro medicamento injetável contra o HIV Está aprovado, para uso no Brasil, o primeiro medicamento injetável contra HIV, causador da Aids. A medida foi anunciada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O medicamento é o Cabotegravir, um tratamento preventivo contra a Aids, ou seja, usado para evitar eventuais infecções. O Cabotegravir é um tipo de terapia conhecida como Prep, ou profilaxia pré-exposição. (Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2023/06/12/anvisa-aprova-primeiro-medicamento-injetavel-contra-hiv.) Sobre esse tratamento e demais relacionados à Aids, é possível afirmar que:
- A)O novo remédio é uma injeção muscular; tem ação prolongada, fazendo efeito a médio e longo prazo.
Certa: o cabotegravir é aplicado por via intramuscular e tem ação prolongada, servindo para prevenção ao longo do tempo.
- B)O medicamento injetável substitui a vacina contra Aids, que já fazia parte do Calendário Nacional de Vacinação.
Errada: não existe vacina contra Aids incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação, e o medicamento não substitui vacina.
- C)Os tratamentos orais vêm sendo paulatinamente abolidos devido aos gastos excessivos, já que saem muito caro para os pacientes.
Errada: os tratamentos orais de prevenção e tratamento do HIV não vêm sendo abolidos por custo, pois continuam sendo usados no SUS.
- D)Uma de suas desvantagens é que deve ser tomado em concomitância com algum antiácido, pois traz problemas gástricos, como todo antibiótico.
Errada: cabotegravir não é antibiótico e não exige antiácido; essa descrição mistura efeitos e orientações de outros medicamentos.
Gabarito: A
A questão trata da PrEP, que é a profilaxia pré-exposição: um tratamento usado antes do contato com o HIV para reduzir muito o risco de infecção. No caso citado, o Cabotegravir foi aprovado pela Anvisa como a primeira opção injetável desse tipo no Brasil, o que é importante porque amplia as formas de prevenção e pode melhorar a adesão de quem tem dificuldade com comprimidos diários. O ponto-chave é que essa injeção tem ação prolongada. Ela é aplicada por via intramuscular e não funciona como um remédio de efeito imediato, daqueles que você toma hoje e já esquece amanhã. A proposta é manter proteção por um período mais longo, com doses em intervalos programados, o que ajuda na prevenção contínua. Por isso, o gabarito é a letra A: o medicamento é uma injeção muscular com ação prolongada, produzindo efeito a médio e longo prazo. As demais alternativas misturam conceitos errados, como vacina, antibiótico e uso obrigatório de antiácido, que não têm relação com a PrEP. Só para situar: a PrEP não substitui camisinha, testagem e outras estratégias de prevenção combinada. Ela é uma ferramenta a mais, dentro das políticas de saúde pública voltadas ao enfrentamento do HIV/Aids.