A pandemia colocou em xeque o modelo da educação e provou a necessidade do uso da tecnologia nas escolas. A urgente utilização de ferramentas tecnológicas, com pouco ou nenhum preparo de professores e gestores, como única possibilidade de dar continuidade à aprendizagem dos alunos, jogaram luz na defasagem de formatos de ensino e acelerou mudanças. O que vimos em grande parte das vezes foi o uso inadequado e não preparado para promover a aprendizagem. (Disponível em: https://www.metropoles.com/distrito-federal/educacao-df/tecnologia-e-metodologias-ativas-mudam-escola. Acesso em: 07/2023.) Em pauta há anos, as metodologias ativas continuam no radar de professores e gestores. Os docentes ainda precisam se apropriar de forma mais robusta desses métodos, que podem ajudar bastante na recomposição das aprendizagens. Dentre alguns exemplos de metodologias ativas podemos apontar:
- A)Sala de aula invertida.
Correta, pois a sala de aula invertida é um exemplo clássico de metodologia ativa, com estudo prévio e uso do tempo em sala para atividades mais participativas.
- B)Arguição individual, oral e escrita.Arguição individual, oral e escrita.
Errada, porque arguição individual oral e escrita é uma forma de avaliação/interrogatório, não uma metodologia ativa.
- C)Padronização de respostas em comum.
Errada, pois padronizar respostas em comum reforça uniformização e passividade, em vez de protagonismo do aluno.
- D)Avaliação formal baseada em memória.
Errada, porque avaliação formal baseada em memória é tradicional e prioriza lembrança mecânica, não aprendizagem ativa.
Gabarito: A
As metodologias ativas colocam o aluno no centro do processo de aprendizagem. Em vez de só ouvir e memorizar, ele participa, resolve problemas, investiga, discute e constrói conhecimento com mais autonomia. Isso faz bastante sentido em contextos em que a escola precisa sair do modelo “aula expositiva eterna” e buscar formas mais eficientes de engajamento. Um exemplo clássico é a sala de aula invertida. Nela, o contato inicial com o conteúdo acontece antes do encontro presencial, por meio de vídeos, textos, podcasts ou outros materiais, e o tempo em sala é usado para atividades práticas, dúvidas, debates e aplicação do que foi estudado. Ou seja, a lógica se inverte: primeiro o aluno explora o conteúdo, depois aprofunda com apoio do professor. É por isso que o item A está correto. A sala de aula invertida é uma metodologia ativa porque exige participação do estudante e favorece aprendizagem mais significativa. Esse tipo de abordagem conversa com as competências da BNCC, que valoriza protagonismo, pensamento crítico e resolução de problemas, especialmente no uso pedagógico das tecnologias. Já as demais alternativas descrevem práticas tradicionais, como arguição, padronização e avaliação focada em memória. Isso não é metodologia ativa, porque não coloca o aluno como agente principal da construção do conhecimento. A ideia aqui não é decorar por decorar, mas aprender fazendo, pensando e aplicando.