Após homem abrir porta durante voo, companhia aérea deixa de vender assentos perto de saída de emergência Um passageiro supostamente abriu a porta de emergência de um avião da Asiana Airlines pouco antes do pouso no aeroporto de Daegu, na Coreia do Sul. A Asiana Airlines não venderá mais passagens para determinados assentos de saída de emergência de sua aeronave Airbus A321-200, informou a companhia aérea, após um incidente recente no qual um homem supostamente abriu a porta de um avião durante um voo. A mudança ocorre nos assentos 26A nos modelos A321, de 174 assentos, e 31A nos modelos de 195 assentos. Esses lugares estão próximos ao centro do avião, perto das portas do lado esquerdo da aeronave de corredor único. Esta medida é uma precaução de segurança e aplica-se mesmo que o voo esteja cheio. O assento correspondente no lado direito é onde os comissários de bordo se sentam para decolagem e pouso. (Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/apos-homem-abrir-porta-durante-voo-companhia-aerea-deixa-de-vender-assentos-pertode-saida-de-emergencia/.) Embora seja praticamente impossível abrir a porta do avião enquanto a aeronave plaina, caso tal fato acontecesse,
- A)o avião poderia se deslocar do local de pressão protegendo não só os passageiros, mas também as partes da fuselagem.
Errada, porque o avião não se desloca do local de pressão nem protege a fuselagem; o problema é a diferença de pressão e a despressurização súbita.
- B)a liberação súbita de ar de dentro da cabine faria com que pessoas próximas à porta fossem puxadas imediatamente para fora.
Certa, porque a abertura provocaria saída brusca do ar pressurizado da cabine, com possibilidade de arrastar pessoas próximas para fora.
- C)a pressão interna, que é muito menor que a pressão atmosférica externa, mudaria de status e passaria a exercer uma força notável.
Errada, porque a pressão interna da cabine não é menor, e sim maior que a externa em altitude de voo.
- D)com a cabine pressurizada, o excesso de oxigênio provocaria um aumento exagerado da temperatura interna a níveis insuportáveis.
Errada, porque a cabine é pressurizada com ar, mas isso não causa aumento exagerado de temperatura por excesso de oxigênio.
Gabarito: B
Quando um avião voa em altitude de cruzeiro, a cabine é pressurizada para manter condições suportáveis aos passageiros e à tripulação. Isso significa que a pressão dentro da aeronave fica maior do que a pressão externa, que lá em cima é bem baixa. É justamente por essa diferença de pressão que a porta não abre facilmente em voo e, se houver uma abertura brusca, o ar da cabine tende a sair com violência. Se, por alguma razão, uma porta de emergência se abrisse durante o voo, ocorreria uma despressurização rápida. Nessa situação, o ar comprimido dentro da cabine escaparia de forma súbita, o que pode criar uma corrente forte de saída e até arrastar pessoas ou objetos próximos à abertura. É o tipo de cena que faz qualquer passageiro pensar duas vezes antes de encostar em coisa que não deve. Por isso, o gabarito é a letra B: a liberação súbita do ar de dentro da cabine faria com que pessoas próximas à porta fossem puxadas imediatamente para fora. O fundamento é físico, ligado à diferença de pressão entre o interior pressurizado da aeronave e o exterior em baixa pressão atmosférica. Em aviação, essa pressurização é um item básico de segurança e conforto, e a despressurização é tratada como evento grave justamente pelo risco de impacto, sucção e falta de oxigênio. As demais alternativas tentam confundir você com termos bonitos, mas fogem da física real do problema. O ponto central aqui é simples: se a cabine perde a pressão de repente, o ar sai e empurra o que estiver perto do fluxo de saída.