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Conhecimentos Gerais · CONSULPLAN · 2022

Questão comentada de Conhecimentos Gerais

Em meio a uma eleição acirrada, como essa vivida pelo Brasil em 2022, muitos eleitores admitem deixar de votar por medo de violência política. Para 40% dos eleitores, há grande chance de incidentes violentos no dia do pleito. O temor de que haja violência política no dia da eleição, hipótese considerada de grande probabilidade por 40% dos eleitores, pode afastar até 9% das pessoas das urnas no dia 2 de outubro. É o que apurou o Datafolha em sua nova pesquisa nacional, em que ouviu 5.926 pessoas em 300 cidades, de 13 a 15 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Surge o chamado voto útil, que pode mudar a trajetória de um pleito. (Datafolha: 9% admitem não votar por violência política. 16/09/2022. Poder – Folha. Disponível em: uol.com.br.) Além das questões anteriormente apresentadas, no cenário dessas eleições, surge o chamado voto útil, que pode mudar a trajetória de um pleito. O voto útil:

Gabarito: C

O voto útil aparece quando o eleitor, em vez de insistir no candidato de sua preferência mais “ideal”, decide concentrar seu voto em quem tem mais chance de evitar o resultado que ele teme. Em outras palavras, a lógica deixa de ser apenas “em quem eu gosto?” e passa a ser também “quem pode impedir que o meu pior cenário aconteça?”. Isso é bem comum em eleições disputadas, especialmente quando o eleitor percebe que seu candidato favorito tem pouca chance de vitória. Aí surge a estratégia: votar em alguém mais viável para enfraquecer um concorrente indesejado. É uma escolha pragmática, quase um “vou no menos pior para tentar barrar o pior”. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela descreve exatamente esse comportamento estratégico do eleitor, que transfere seu voto para um candidato com mais força eleitoral para reduzir a chance de vitória de outro que ele rejeita, ainda que isso signifique abrir mão da sua escolha mais sincera. As demais alternativas tentam misturar conceitos diferentes: maioria absoluta, voto de protesto, voto ideológico e voto obrigatório/ facultativo. Nada disso define voto útil. Em termos doutrinários, o voto útil é uma estratégia eleitoral pragmática, muito ligada à dinâmica do primeiro turno e à redução de fragmentação de votos.

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