O químico sueco Alfred Bernhard Nobel (1833-1896), que ficou milionário com a invenção da dinamite, pediu em testamento que a renda de sua fortuna fosse usada para premiar ‘aqueles que, no ano anterior, tivessem conferido maior benefício à humanidade’. (Disponível em: Museu Nobel (www.nobel.se); ‘The Nobel Prize: The First 100 Years’, de A.W. Levinovitz e N. Ringertz.) Vencedor do 100º Nobel da Paz contribuiu, decisivamente, para colocar fim ao conflito de 20 anos do seu país com a Eritreia, no leste da África. Tal fato se refere ao:
- A)Didier Queloz.
Didier Queloz é um astrofísico, conhecido por pesquisas sobre exoplanetas, e não tem relação com o Nobel da Paz citado.
- B)Akira Yoshino.
Akira Yoshino é um químico premiado por avanços em baterias de íon-lítio, ou seja, recebeu Nobel de Química, não da Paz.
- C)Peter Handke.
Peter Handke é escritor e foi laureado com o Nobel de Literatura, sem vínculo com a pacificação entre Etiópia e Eritreia.
- D)Abiy Ahmed Ali.
Abiy Ahmed Ali é o primeiro-ministro etíope que liderou a reaproximação com a Eritreia e, por isso, foi premiado com o Nobel da Paz.
Gabarito: D
A questão mistura cultura geral com um fato bem específico da história recente do Prêmio Nobel da Paz. Alfred Nobel deixou em testamento que sua fortuna financiaria prêmios para quem trouxesse o maior benefício à humanidade, e entre eles está o Nobel da Paz, dado a pessoas ou instituições que contribuam para a paz, a diplomacia e a cooperação entre povos. No caso cobrado, o enunciado fala do vencedor do 100º Nobel da Paz, que recebeu o prêmio por ajudar a encerrar um conflito de 20 anos entre seu país e a Eritreia, no leste da África. Esse episódio remete ao líder etíope Abiy Ahmed Ali, que promoveu a reaproximação entre Etiópia e Eritreia e assinou acordo de paz com o país vizinho. Por isso, o gabarito é a letra D. O comitê do Nobel destacou justamente os esforços de Abiy Ahmed pela paz e pela reconciliação regional, o que encaixa perfeitamente no trecho do enunciado. Em prova de conhecimentos gerais, a banca costuma transformar acontecimentos geopolíticos marcantes em pergunta de memória rápida, quase como se dissesse: ou você reconhece o fato histórico, ou a questão te pega no contrapé.