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Conhecimentos Gerais · CESPE/CEBRASPE · 2021

Questão comentada de Conhecimentos Gerais

Desde o final do sistema de Bretton Woods, o dólar estadunidense passou a ser a moeda de referência global. Com o intuito de alterar esse cenário, o governo chinês vem adotando medidas para aumentar a relevância do Renminbi nas transações financeiras internacionais. Para que a moeda chinesa possa competir com o dólar estadunidense como moeda de referência internacional, a economia chinesa precisa

Gabarito: E

Para uma moeda virar referência internacional, ela precisa ser desejada fora do país de origem para comércio, reservas e contratos financeiros. Isso não acontece por magia, nem só por tamanho da economia: é preciso que o mundo encontre essa moeda com facilidade e confie nela para guardar valor e pagar dívidas. Em geral, isso exige que o país emissor forneça liquidez ao resto do planeta. Aqui entra a lógica clássica das moedas de reserva: o país que emite a moeda central tende a aceitar déficits em transações correntes, porque isso significa que ele está exportando sua moeda para o exterior. Em termos simples, o resto do mundo recebe a moeda, acumula ativos denominados nela e passa a usá-la como referência. É por isso que os EUA, por muito tempo, puderam sustentar o dólar como moeda dominante. No caso da China, se ela quiser que o Renminbi concorra com o dólar, precisa permitir que sua moeda circule amplamente no sistema internacional. A alternativa que aponta essa condição é a de manter déficits sucessivos em transações correntes, pois isso ajuda a colocar a moeda chinesa nas mãos do resto do mundo e aumenta sua função internacional. Então, a chave da questão é: moeda de referência global não nasce de superávit externo permanente, mas de ampla disponibilidade internacional da moeda, o que costuma estar associado a déficits em transações correntes do país emissor.

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