Coleta seletiva é a coleta diferenciada de resíduos que foram previamente separados segundo a sua constituição ou composição. Assim, resíduos com características similares são selecionados pelo gerador (que pode ser o cidadão, uma empresa ou outra instituição) e disponibilizados para a coleta separadamente. Internet:<mma.gov.br>(com adaptações). O objetivo da coleta seletiva é
- A)permitir o reaproveitamento dos rejeitos e resíduos de limpeza.
Errada: rejeitos e resíduos de limpeza, em regra, não são o foco da coleta seletiva, pois rejeito é o que não pode ser reaproveitado e vai para disposição final.
- B)permitir o reaproveitamento dos resíduos específicos, como pilhas e lâmpadas.
Errada: pilhas e lâmpadas exigem logística reversa e manejo específico, não sendo o objetivo geral da coleta seletiva.
- C)beneficiar a indústria pela reutilização dos resíduos.
Errada: embora a indústria possa se beneficiar, o objetivo da coleta seletiva é ambiental e de gestão de resíduos, não lucro industrial.
- D)gerar lucros para o governo e as empresas privadas.
Errada: a coleta seletiva não tem como finalidade gerar lucro para governo ou empresas, mas reduzir impactos e viabilizar o reaproveitamento dos resíduos.
- E)permitir a reciclagem dos resíduos secos e orgânicos.
Certa: a coleta seletiva busca separar os resíduos para permitir reciclagem e tratamento adequado, inclusive com destinação dos orgânicos para aproveitamento ambientalmente correto.
Gabarito: E
A coleta seletiva é o primeiro passo para dar o destino certo ao lixo, separando os resíduos conforme sua composição antes da coleta. Isso evita que materiais recicláveis sejam misturados com rejeitos e contaminados, o que dificulta ou até impede sua reutilização. Em termos práticos, você separa hoje para aproveitar depois: papel, plástico, metal e vidro podem seguir para reciclagem, enquanto a fração orgânica pode seguir para compostagem ou outro tratamento adequado. A lógica da questão está justamente aí: a coleta seletiva não existe para “juntar tudo” nem para gerar lucro, mas para viabilizar o aproveitamento ambientalmente correto dos resíduos. No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei nº 12.305/2010, prioriza a não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos, além da disposição final adequada dos rejeitos. A ideia central é simples: separar bem para tratar melhor. Por isso, o gabarito é a letra E. Embora a redação da alternativa use “reciclagem dos resíduos secos e orgânicos”, ela aponta para a destinação correta dos resíduos separados na coleta seletiva, especialmente os recicláveis e a fração orgânica, que pode ser encaminhada para tratamento específico. Em prova, a banca costuma cobrar essa noção ampla de reciclagem e aproveitamento dos resíduos, ligada à separação prévia. Pense assim: coleta seletiva é a etapa do “não misture tudo no mesmo saco”. Se você separa corretamente, aumenta a chance de reciclagem, compostagem e redução do impacto ambiental.