Lancaster (1996) afirma que o bibliotecário indiano S. R. Ranganathan lamentava o fato de muitos bibliotecários parecerem mais preocupados com a preservação do que com o uso do acervo, assim perpetuando a imagem do bibliotecário como guardião e não como alguém apto a utilizar os recursos bibliográficos. Nesse sentido, a mais óbvia implicação dessa lei é que a avaliação de acervos e serviços deve ser realizada em função das necessidades dos usuários. Assinale a alternativa que corresponde à lei do bibliotecário indiano S. R. Ranganathan.
- A)A cada leitor seu livro.
Incorreta: essa fórmula remete à ideia de atendimento ao usuário, mas não é a lei que o enunciado descreve.
- B)A cada livro seu leitor.
Incorreta: essa é outra das leis de Ranganathan, ligada ao encontro entre acervo e usuário, mas não à ênfase no uso do material.
- C)A biblioteca é um organismo em crescimento.
Incorreta: também é uma lei de Ranganathan, porém trata da evolução contínua da biblioteca, não do uso dos livros.
- D)Poupe o tempo do leitor.
Incorreta: essa lei fala de eficiência e economia de tempo do usuário, mas não é a que critica a preservação acima do uso.
- E)Os livros são para usar.
Correta: esta é uma das cinco leis de Ranganathan e expressa exatamente a ideia de que o acervo deve existir para ser usado.
Gabarito: E
A questão cobra as famosas 5 Leis da Biblioteconomia, de S. R. Ranganathan, que são um clássico em concursos e aparecem muito associadas à visão moderna da biblioteca: menos “depósito de livros” e mais serviço para pessoas. A ideia central é simples: a biblioteca existe para ser usada, e todo o resto deve girar em torno disso. Entre essas leis, a mais lembrada quando o enunciado fala de preservação versus uso é justamente a que afirma que os livros são para uso. Ranganathan criticava a postura de bibliotecários que tratavam o acervo como peça de museu, esquecendo que a finalidade principal do material bibliográfico é atender ao usuário. Por isso, quando a questão diz que a avaliação de acervos e serviços deve ser feita em função das necessidades dos usuários, ela está apontando para essa lógica: o valor da biblioteca não está em guardar por guardar, mas em facilitar o acesso, o uso e a satisfação das necessidades informacionais. Em resumo: a alternativa correta é a que traduz a lei mais direta e famosa de Ranganathan, aquela que coloca o uso como eixo da biblioteca. É um conceito doutrinário da área, muito cobrado em Biblioteconomia, especialmente em provas da FUNDATEC.