O processo de indexação pode ser considerado sob duas etapas: a análise de assunto e a tradução. Enquanto a primeira etapa diz respeito à identificação das ideias que espelham o conteúdo de um documento analisado em linguagem natural, a segunda etapa se refere à:
- A)adequação daquelas ideias ao contexto do sistema de informação implantado;
Errada, porque a segunda etapa não é só ajustar as ideias ao sistema, e sim representá-las na linguagem de indexação adotada.
- B)análise conceitual dos assuntos verificados e indexados na primeira etapa;
Errada, porque a análise conceitual pertence à primeira etapa, não à tradução.
- C)recuperação e disseminação da informação expressa no documento analisado;
Errada, porque recuperação e disseminação são परिणामados do sistema, não a definição da segunda etapa da indexação.
- D)representação dessas ideias, conforme a linguagem de indexação adotada;
Certa, porque a tradução consiste em representar as ideias identificadas em linguagem de indexação.
- E)validação, em linguagem natural, dos assuntos indexados na primeira etapa.
Errada, porque a validação em linguagem natural não caracteriza a segunda etapa da indexação.
Gabarito: D
Na indexação, o bibliotecário costuma trabalhar em duas etapas bem clássicas: análise de assunto e tradução. Primeiro, você lê o documento e identifica quais ideias realmente representam seu conteúdo, isto é, faz a leitura conceitual em linguagem natural. Depois, vem a parte de “transformar” essas ideias em termos controlados, usando a linguagem de indexação adotada no sistema, como descritores, cabeçalhos ou termos de um tesauro. É aqui que muita gente escorrega: a segunda etapa não é simplesmente repetir o que está no texto, nem validar assunto por assunto. Ela consiste em representar o conteúdo identificado em uma linguagem padronizada, para permitir recuperação consistente e eficiente da informação. Por isso, o gabarito é a alternativa D. Ela descreve exatamente a tradução: a representação das ideias segundo a linguagem de indexação adotada. Em outras palavras, você pega o significado captado na análise e o “traduz” para a forma que o sistema entende e recupera. Esse é o entendimento consagrado na teoria da indexação em Biblioteconomia, especialmente na tradição de Currás e na literatura de organização e representação da informação: análise conceitual + tradução para linguagem documental. O nome da etapa muda um pouco conforme o autor, mas a lógica é sempre essa.