Os métodos de ordenação de livros, consagrados na história do livro e das bibliotecas, tinham em comum a fundamentação em uma lógica determinada. Entre as várias formas de ordenação, aquela que se popularizou pelo uso de notações em sequência num dado sistema de classificação, baseado em assuntos ou disciplinas, é designada como ordem:
- A)física;
Errada: ordem física é a disposição material dos livros no espaço, não a sequência lógica por assunto.
- B)natural;
Errada: ordem natural se relaciona a uma sequência considerada 'natural' em outro contexto, mas não à classificação por disciplinas.
- C)alfabética;
Errada: ordem alfabética organiza pelo nome, título ou entrada, e não por assunto.
- D)de entrada;
Errada: ordem de entrada segue a chegada do material, sendo um critério cronológico, não classificatório.
- E)sistemática.
Certa: é a ordem baseada em um sistema de classificação com notações sequenciais organizadas por assuntos ou disciplinas.
Gabarito: E
Na Biblioteconomia, quando os livros são organizados por classes, assuntos e disciplinas, a sequência não depende do título, do autor ou da ordem em que o material chegou à biblioteca. Ela segue uma lógica interna do próprio sistema de classificação. É por isso que se fala em ordem sistemática: os itens são agrupados e dispostos segundo um esquema intelectual, como acontece na CDD e na CDU. Essa ideia é a cara dos sistemas de classificação bibliográfica. Primeiro vem o assunto, depois a notação que representa esse assunto, e então a posição do livro na estante acompanha essa estrutura. Ou seja, a estante vira uma espécie de mapa do conhecimento, e não um desfile aleatório de livros. O gabarito é a letra E porque a ordem sistemática é justamente aquela baseada em um sistema de classificação, com notações em sequência, organizado por assuntos ou disciplinas. Em outras palavras, os livros ficam próximos porque tratam de temas semelhantes, e não porque têm nomes parecidos ou chegaram antes. Esse é um conceito clássico de organização de acervos, muito associado à classificação bibliográfica, especialmente na CDU. A banca costuma cobrar isso de forma conceitual: se a lógica é temática e estruturada por classes, a resposta aponta para a ordem sistemática.