As funções gerenciais de unidades de informação, consagradas na literatura (planejamento, organização, desempenho, controle e revisão), sob o ponto de vista da missão da biblioteca, são processadas de maneira sistêmica, com o propósito de:
- A)delinear as áreas funcionais, fim e meio, da biblioteca;
Errada, porque delimitar áreas funcionais é uma consequência organizacional possível, mas não expressa o propósito maior do processo gerencial ligado à missão.
- B)captar recursos e potencializar a estrutura organizacional;
Errada, porque captar recursos e fortalecer a estrutura pode ajudar a gestão, mas isso é meio, não a finalidade central pedida pela questão.
- C)alcançar os objetivos principais, relacionados à missão;
Certa, porque as funções gerenciais, vistas de forma sistêmica, existem para que a biblioteca cumpra sua missão e atinja seus objetivos principais.
- D)reiterar o controle e a revisão, para identificar fragilidades;
Errada, porque controle e revisão são etapas do processo, mas não seu propósito final, que é mais amplo do que apenas identificar fragilidades.
- E)identificar rotinas, alheias à missão, que podem ser excluídas.
Errada, porque excluir rotinas alheias à missão pode ser uma medida de racionalização, mas a questão cobra o objetivo sistêmico da gestão, não um recorte operacional.
Gabarito: C
A gestão de bibliotecas e unidades de informação não existe para enfeitar organograma: ela serve para transformar a missão da unidade em resultados concretos. Quando a literatura fala em planejamento, organização, desempenho, controle e revisão, ela está descrevendo um ciclo gerencial integrado, no qual cada função alimenta a seguinte e todas convergem para um fim comum. Em outras palavras, a biblioteca não planeja por planejar, nem controla por controlar; ela faz isso para entregar valor ao usuário e cumprir sua missão institucional. Nesse raciocínio sistêmico, a unidade de informação funciona como um conjunto de partes interdependentes. Se o planejamento define metas, a organização distribui recursos, o desempenho mostra se a execução anda bem, e o controle com a revisão corrigem rumos. Tudo isso existe para que a biblioteca alcance seus objetivos centrais, que são justamente aqueles ligados à sua missão. É a lógica da gestão moderna: processo integrado, foco em resultados e ajuste contínuo. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela traduz exatamente a finalidade das funções gerenciais quando vistas sob a ótica da missão da biblioteca: alcançar os objetivos principais. As demais alternativas até tangenciam elementos da gestão, mas desviam do núcleo da questão, que é o propósito maior do processo gerencial. Se quiser uma referência doutrinária, essa visão é coerente com a administração sistêmica e com autores de gestão de unidades de informação, que tratam a biblioteca como organização orientada por objetivos, com retroalimentação constante entre planejamento, execução e controle.