Segundo o Código de Ética e Deontologia do bibliotecário brasileiro, a informação é “o objeto de trabalho do bibliotecário”, conceituado como
- A)conhecimento estruturado sob as formas escrita, oral, gestual, audiovisual e digital, por meio da articulação de linguagens natural e/ou artificial.
Correta: descreve a informação como conhecimento estruturado em diferentes formas de registro e linguagem, compatível com o conceito usado no campo biblioteconômico.
- B)fenômeno humano, que envolve indivíduos transmitindo e recebendo mensagens no contexto de suas ações possíveis.
Errada: isso se aproxima de uma definição de comunicação, não do conceito de informação como objeto de trabalho do bibliotecário.
- C)força constitutiva na sociedade, que leva ao reconhecimento da natureza teleológica dos sistemas e serviços de informação.
Errada: traz uma abordagem sistêmica e sociológica da informação, mas não define o conceito pedido no enunciado.
- D)matéria-prima que se presta à geração, coleta, organização, interpretação, armazenamento, recuperação, disseminação, transformação e uso.
Errada: fala em matéria-prima de processos informacionais, mas não corresponde à formulação conceitual apresentada no Código de Ética.
- E)recurso, mercadoria, que possibilita a percepção de padrões, que se manifesta como uma força constitutiva na sociedade.
Errada: mistura ideias de recurso, mercadoria e força social, afastando-se do conceito técnico solicitado.
Gabarito: A
Aqui a banca cobra um conceito bem específico do Código de Ética e Deontologia do Bibliotecário brasileiro: a informação é tratada como o objeto de trabalho do bibliotecário, isto é, aquilo que ele organiza, recupera, dissemina e torna útil para a sociedade. Não é uma definição solta de senso comum, mas uma formulação ligada à visão técnico-profissional da área. A ideia central é enxergar a informação como matéria-prima de tratamento biblioteconômico. O bibliotecário não lida só com livros na estante, mas com conteúdos em diferentes suportes e formatos, que precisam ser descritos, organizados e disponibilizados para uso. Por isso, o enunciado fala em um conceito amplo, que inclui escrita, oralidade, gestos, audiovisual e digital. O gabarito é a letra A porque ela reproduz essa noção de informação como conhecimento estruturado em múltiplas formas de registro e linguagem. É exatamente o tipo de formulação que aparece na doutrina da área e conversa com o entendimento ético-profissional do bibliotecário como mediador da informação. Nas provas da FGV, vale ficar atento: ela gosta de misturar conceito de informação com ideias de comunicação, sistema, recurso e valor social. A chave aqui é perceber que o foco está no objeto de trabalho do bibliotecário, e não em definições genéricas de comunicação humana ou teoria social.