Na Classificação Decimal Universal, o sinal = (igualdade), no seu uso específico, serve para:
- A)relacionar e subordinar assuntos secundários a um assunto principal;
Errada: a relação e subordinação de assuntos secundários é feita por outros recursos de combinação, não pelo sinal =.
- B)evidenciar a fusão de ideias do assunto principal, evitando repetições;
Errada: a fusão de ideias e a eliminação de repetição não são a função do sinal = na CDU.
- C)caracterizar a forma linguística do conceito expresso pelo assunto principal;
Certa: o sinal = indica o auxiliar comum de língua, caracterizando a forma linguística do conceito ou do assunto.
- D)acrescentar um assunto equivalente a um determinado assunto principal;
Errada: acrescentar um assunto equivalente não é a finalidade do sinal =, que não serve para somar assuntos paralelos.
- E)especificar uma sequência cronológica de assuntos expressos pelo número principal.
Errada: sequência cronológica é indicada por outros auxiliares, não pelo sinal =.
Gabarito: C
Na Classificação Decimal Universal (CDU), alguns sinais ajudam a “temperar” o número principal com informações extras. O sinal = é o auxiliar comum de língua, usado quando você quer indicar a forma linguística em que o assunto aparece ou é tratado. Em outras palavras, ele informa a língua relacionada ao conteúdo, sem mudar o tema central. É aquele detalhe que parece pequeno, mas organiza a casa inteira. Por isso, o gabarito é a letra C. O sinal = serve para caracterizar a forma linguística do conceito expresso pelo assunto principal. Na prática, ele aparece quando a obra é sobre determinado tema em uma língua específica, como um estudo de literatura em português, por exemplo. Esse uso está de acordo com a lógica dos auxiliares comuns da CDU, descrita nas tabelas e na tradição doutrinária de organização do conhecimento. A função do sinal não é criar um novo assunto, mas acrescentar uma informação padronizada sobre a língua. Se você confundir esse sinal com outros da CDU, é fácil cair na armadilha. Cada símbolo tem um papel bem definido: uns indicam relações, outros tempo, lugar, forma, e o = fica com a língua. Na CDU, sinal é quase como sobrenome: cada um identifica uma função específica.