Dos instrumentos utilizados pelo bibliotecário para delinear uma política de desenvolvimento de coleções, aquele que informa sobre o estado da coleção e as necessidades informacionais da comunidade a ser atendida é o:
- A)diagnóstico da biblioteca;
Correta: o diagnóstico da biblioteca levanta o estado do acervo e confronta esse cenário com as necessidades informacionais da comunidade.
- B)estudo dos usuários;
Errada: o estudo dos usuários ajuda a conhecer o público, mas não descreve de forma completa a situação da coleção.
- C)histórico da biblioteca;
Errada: o histórico da biblioteca registra a trajetória institucional, não o quadro atual do acervo e das demandas.
- D)regimento interno;
Errada: o regimento interno trata de normas e funcionamento, não de análise de coleção e necessidades informacionais.
- E)relatório de gestão.
Errada: o relatório de gestão apresenta resultados e atividades administrativas, mas não substitui o diagnóstico da coleção.
Gabarito: A
Na política de desenvolvimento de coleções, o bibliotecário precisa primeiro entender duas coisas básicas: o que a biblioteca já tem e o que a comunidade realmente precisa. Sem isso, a coleção vira um “armário bonito” com livros fora de contexto. É exatamente aí que entra o diagnóstico da biblioteca: ele faz o retrato do acervo, dos serviços, dos recursos e das demandas informacionais do público atendido. Esse diagnóstico serve para mostrar o estado atual da coleção, apontando lacunas, excessos, pontos fortes e fracos. Ele também ajuda a relacionar a coleção com o perfil da comunidade, o que é essencial para decidir seleção, aquisição, descarte e atualização de materiais. Já o estudo dos usuários é importante, mas ele foca mais no comportamento, perfil e necessidades do público. Ou seja, ele ajuda muito, mas não descreve, por si só, o estado da coleção. A pergunta pede o instrumento que informa sobre a coleção e as necessidades da comunidade ao mesmo tempo, então o nome técnico que melhor encaixa é o diagnóstico da biblioteca. Em linguagem de prova: política de desenvolvimento de coleções sem diagnóstico é como montar cardápio sem saber o que tem na cozinha nem o que os clientes comem. A base doutrinária da área trata o diagnóstico como etapa inicial de planejamento, justamente para orientar decisões coerentes com a missão da biblioteca e com sua comunidade.