Os estudos pioneiros de usuários da informação centrados nos usuários, focados em suas necessidades e satisfação, que destoam dos estudos centrados nos sistemas, foram denominados estudos:
- A)de bibliografia estatística;
Errada, porque bibliografia estatística trata de descrição e contagem da produção documental, não de estudos centrados nas necessidades do usuário.
- B)de bibliometria avaliativa;
Errada, porque bibliometria avaliativa mede impacto e desempenho científico, e não a satisfação ou o comportamento informacional do usuário.
- C)híbridos de uso da informação;
Errada, porque a expressão não corresponde à denominação clássica dos estudos pioneiros centrados no usuário mencionados no enunciado.
- D)métricos da informação;
Errada, porque métricos da informação remete a mensuração de documentos e produção científica, não à perspectiva centrada no usuário.
- E)sob abordagem alternativa.
Certa, porque designa os estudos pioneiros de usuários da informação voltados para necessidades, uso e satisfação, em contraste com a abordagem centrada nos sistemas.
Gabarito: E
Os estudos de usuários da informação nasceram muito ligados à lógica do sistema: olhar para acervo, catálogo, serviços e desempenho institucional. Com o tempo, surgiu uma virada importante, quando a atenção passou a ser o próprio usuário, suas necessidades, seus hábitos de busca, seus obstáculos e o quanto ele fica satisfeito com a informação encontrada. Esse deslocamento de foco é justamente o que a questão cobra. Na literatura de Biblioteconomia e Ciência da Informação, os estudos pioneiros centrados no usuário, que se afastam da visão puramente sistêmica, são chamados de estudos sob abordagem alternativa. A ideia é simples: em vez de perguntar só se o sistema funciona, pergunta-se também se ele faz sentido para quem usa. E isso muda bastante o jogo. Por isso, o gabarito é a letra E. A banca quer que você reconheça essa distinção histórica entre estudos centrados no sistema e estudos centrados no usuário. Não há uma pegadinha jurídica aqui, mas há um conceito doutrinário clássico da área: a abordagem alternativa valoriza necessidades de informação, comportamento de busca e satisfação do usuário. Se você lembrar desta frase, ajuda muito na prova: quando a questão falar em usuário, necessidade, satisfação e foco fora do sistema, pense em abordagem alternativa. Já quando vier com métricas e contagem de produção, é outro universo, mais ligado aos estudos bibliométricos.