Ao referenciar uma lei, conforme a NBR 6023 da ABNT, em vigor, parte de uma ementa demasiadamente longa pode ser suprimida, desde que não seja alterado o sentido e a supressão seja indicada por
- A)reticências, apenas.
Errada, porque a norma não usa apenas reticências soltas para indicar supressão em transcrição de ementa de lei.
- B)reticências, entre colchetes e em itálico.
Errada, porque os colchetes são necessários, mas o itálico não é exigência para marcar a omissão.
- C)reticências, entre colchetes.
Certa, porque a NBR 6023 indica a supressão com reticências entre colchetes, como [...].
- D)reticências, entre parênteses e em itálico.
Errada, porque a marcação não é feita entre parênteses, e o itálico também não integra essa forma.
- E)reticências, entre parênteses.
Errada, porque parênteses não são a forma normativa usada para sinalizar essa supressão.
Gabarito: C
Na NBR 6023, a ideia é simples: quando você referencia uma lei e a ementa é longa demais, pode cortar uma parte sem mudar o sentido do texto. Só que esse corte não pode ficar “invisível”, porque o leitor precisa perceber que houve supressão. Por isso a norma pede a marcação com reticências entre colchetes, isto é, [...]. O detalhe importante aqui é a dupla função dos colchetes: eles mostram que houve intervenção do redator na transcrição, e as reticências indicam o trecho omitido. Em norma de referência bibliográfica, esse tipo de sinalização ajuda a manter fidelidade e transparência na citação. Então, se a banca fala em ementa demasiadamente longa de uma lei, a resposta correta é exatamente essa forma de supressão indicada por reticências entre colchetes. É um daqueles casos em que um detalhe gráfico vale ponto na prova. Em resumo: pode cortar, desde que não altere o sentido, e a omissão deve aparecer como [...]. É o padrão esperado pela NBR 6023 da ABNT.