A Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação, da IFLA (2016), tem efeitos sobre os catálogos de bibliotecas, bibliografias e outros conjuntos de dados criados pelas bibliotecas. Nesse contexto, enumera-se, entre outros, o princípio do “Uso comum”, estabelecendo que
- A)as decisões referentes a criação das descrições e as formas controladas dos nomes para os acessos, devem ser decididas tendo em mente o usuário.
Errada, porque fala do foco no usuário em geral, mas não define o princípio do uso comum, que trata da linguagem mais difundida entre os usuários.
- B)as formas controladas dos nomes de pessoas, entidades coletivas e famílias devem se basear na maneira como estas entidades se auto denominam.
Errada, porque remete ao princípio de autoidentificação das entidades, especialmente útil para nomes de pessoas, entidades coletivas e famílias.
- C)o vocabulário utilizado nas descrições e pontos de acesso deve estar em concordância com a maioria dos usuários.
Certa, porque expressa exatamente a ideia de que o vocabulário das descrições e dos pontos de acesso deve concordar com o uso mais comum entre os usuários.
- D)os dados requeridos devem ser suficientes para cumprir os objetivos e funções do catálogo e descrever ou identificar entidades.
Errada, porque descreve o princípio da suficiência dos dados, segundo o qual os elementos devem ser suficientes para identificar e cumprir as funções do catálogo.
- E)os elementos dos dados a serem incluídos devem facilitar acesso para todos os tipos de usuários, incluindo aqueles com necessidades específicas.
Errada, porque aborda acessibilidade e inclusão de diferentes perfis de usuários, o que é importante, mas não corresponde ao princípio do uso comum.
Gabarito: C
A Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação da IFLA (2016) organiza a catalogação em ideias que parecem simples, mas que fazem toda a diferença no catálogo. Entre elas, o princípio do “Uso comum” diz que o vocabulário usado nas descrições e nos pontos de acesso deve refletir o uso mais difundido entre os usuários, ou seja, a forma mais conhecida e compreensível para o público-alvo. Em outras palavras: o catálogo não deve falar “cataloguês” só para iniciados. Esse princípio conversa diretamente com a missão do catálogo: facilitar a busca, a identificação e a recuperação da informação. Se a linguagem escolhida acompanha o uso corrente da comunidade, a chance de o usuário encontrar o que procura aumenta bastante. A lógica é prática e bem centrada no leitor, que é exatamente o espírito dos princípios da IFLA. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela traduz a ideia de que o vocabulário das descrições e dos pontos de acesso deve estar em concordância com a maioria dos usuários, isto é, com o uso comum. As demais alternativas trazem ideias relacionadas a outros princípios, como foco no usuário, representação das entidades ou suficiência dos dados, mas não definem esse princípio específico. Em prova, vale guardar a associação: “uso comum” = linguagem corrente, mais familiar ao usuário. Parece detalhe de redação, mas banca adora trocar uma expressão por outra para testar se você realmente entendeu o conceito.