Na preparação de índices de publicações, segundo a NBR 6034 da ABNT, em vigor, a remissiva ver também deve ser elaborada para
- A)cabeçalhos que se relacionem com o cabeçalho proposto.
Certa: a remissiva "ver também" é usada para relacionar cabeçalhos que tenham ligação temática com o cabeçalho proposto.
- B)sigla, remetendo também para o nome completo da entidade.
Errada: sigla e nome completo representam equivalência de forma, não a função típica de "ver também".
- C)termo científico, relacionando-o com o termo popular equivalente.
Errada: termo científico e termo popular equivalentes pedem remissiva de equivalência, não de relação temática.
- D)termo popular, relacionando-o com o termo científico equivalente.
Errada: termo popular e termo científico equivalentes também indicam equivalência vocabular, e não "ver também".
- E)termo sinônimo, remetendo, também para o termo escolhido.
Errada: termo sinônimo e termo escolhido configuram substituição/forma preferida, o que não corresponde ao uso de "ver também".
Gabarito: A
A NBR 6034 da ABNT trata da preparação de índices e define como organizar remissivas, entradas e relações entre termos para facilitar a busca do usuário. Em prova, o ponto central costuma ser distinguir a remissiva "ver" da remissiva "ver também": a primeira manda o leitor de um termo não adotado para o termo escolhido, enquanto a segunda amplia a busca e aponta para termos relacionados. No caso da questão, a remissiva "ver também" deve ser usada quando há cabeçalhos que se relacionam com o cabeçalho proposto. Ou seja, não se trata de simples equivalência ou substituição de termos, mas de uma relação temática que ajuda o leitor a navegar por assuntos próximos. A lógica é: "olhe aqui também, porque isso conversa com aquilo". Por isso o gabarito é a letra A. A norma orienta esse tipo de remissiva para relacionar cabeçalhos afins, enriquecendo o índice sem restringir a busca a um único termo. É uma pegadinha clássica de normas biblioteconômicas: a banca troca relação temática por equivalência terminológica para ver se você confunde "ver também" com "ver". Na prática, pense assim: se o termo é sinônimo, sigla, nome completo ou variante de vocabulário, a remissiva tende a ser de equivalência. Se a ideia é aproximar assuntos correlatos, entra o "ver também". É bem o tipo de detalhe que a FGV adora cobrar com cara de simplinho.