Dentre os critérios gerais para avaliação de obras de referência, as opções a seguir indicam qualidades intrínsecas a serem consideradas, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)A autoridade do editor.
Correta, porque a autoridade do editor é um critério clássico de confiabilidade e qualidade em obras de referência.
- B)A ideologia do autor.
Errada, porque a ideologia do autor não é um critério intrínseco típico de avaliação da obra como referência.
- C)A qualidade das ilustrações.
Correta, pois a qualidade das ilustrações pode influenciar a clareza e a utilidade da obra de referência.
- D)A seleção do material incluído.
Correta, já que a seleção do material incluído é decisiva para a abrangência e a pertinência do conteúdo.
- E)O arranjo técnico da obra.
Correta, porque o arranjo técnico da obra é fundamental para a recuperação rápida da informação.
Gabarito: B
Na avaliação de obras de referência, você olha principalmente para qualidades intrínsecas da obra, isto é, para o que ela oferece em si mesma como instrumento de consulta. Entram aí fatores como a autoridade editorial, a seleção do material, o arranjo técnico e até a qualidade visual, quando isso ajuda a leitura e a localização da informação. Em outras palavras: a obra precisa ser útil, confiável e fácil de consultar, sem fazer o leitor perder tempo. Nessa lógica, o que importa é a obra funcionar bem como fonte de referência. O editor ter credibilidade, o conteúdo estar bem selecionado e organizado e a apresentação ser adequada são critérios clássicos de análise biblioteconômica. Já a ideologia pessoal do autor não costuma ser tratada como critério intrínseco de avaliação desse tipo de obra, porque foge do foco na estrutura e na utilidade informacional do material. Por isso, o gabarito é a letra B. A banca quer que você reconheça o que pertence à avaliação técnica da obra e não confunda isso com julgamento de posição ideológica do autor, que é um elemento externo ao valor de referência do texto.