Relacione os princípios gerais, listados a seguir, que orientam a construção de códigos de catalogação, previstos na Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação (2016), à sua respectiva descrição. 1. Economia 2. Integração 3. Interoperabilidade 4. Racionalidade ( ) “As descrições para todo o tipo de recursos e formas controladas dos nomes de qualquer tipo de entidade deverão se basear o máximo possível em um conjunto de regras comum”. ( ) “Quando existem diferentes vias para conseguir um objetivo, deve-se preferir o meio que melhor favoreça a total conveniência e o sentido prático”. ( ) “As regras de um código de catalogação dever ser defendíveis e não arbitrárias”. ( ) “Deve-se fazer todos os esforços possíveis para assegurar o intercâmbio e a reutilização dos dados bibliográficos e de autoridade dentro e fora da comunidade bibliotecária”. Assinale a opção que mostra a relação correta, segundo a ordem apresentada.
- A)1, 3, 2 e 4.
Errada, porque embaralha os princípios ao colocar economia, interoperabilidade e integração em posições que não correspondem às definições apresentadas.
- B)2, 1, 4 e 3.
Certa, porque relaciona corretamente integração, economia, racionalidade e interoperabilidade na mesma ordem das descrições.
- C)3, 2, 1 e 4
Errada, porque troca a correspondência entre os conceitos e não respeita a sequência correta das definições do enunciado.
- D)3, 4, 2 e 1.
Errada, porque atribui interoperabilidade e racionalidade de forma invertida, além de desorganizar a relação entre os princípios.
- E)4, 1, 3 e 2.
Errada, porque começa com racionalidade onde deveria haver integração e segue com associações incompatíveis com as descrições.
Gabarito: B
A Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação (2016) traz princípios gerais que ajudam a dar coerência aos códigos de catalogação, como se fossem o “GPS” da descrição bibliográfica. Entre eles, aparecem economia, integração, interoperabilidade e racionalidade, cada um com uma ideia bem específica. Neste enunciado, a chave está em associar cada definição ao princípio certo. “Basear o máximo possível em um conjunto de regras comum” é integração, porque busca unificar a descrição de recursos e entidades. “Preferir o meio que melhor favoreça a total conveniência e o sentido prático” é economia, pois pede a solução mais eficiente. “Regras defendíveis e não arbitrárias” corresponde à racionalidade, já que o código precisa ter lógica e justificativa técnica. Por fim, “assegurar o intercâmbio e a reutilização dos dados bibliográficos e de autoridade dentro e fora da comunidade bibliotecária” é interoperabilidade, isto é, a capacidade de sistemas e dados conversarem entre si. Assim, a ordem correta fica 2, 1, 4 e 3, que é exatamente o gabarito B. Como base doutrinária, esse conteúdo vem da própria Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação, aprovada no âmbito da IFLA, e costuma ser cobrado pela FGV com definições muito próximas do texto original. Então, aqui não adianta “achar”: tem que reconhecer a frase e casar com o princípio certo.