Na gestão do processo de formação e desenvolvimento de coleções, compete à função de aquisição:
- A)a avaliação da coleção, para embasar decisões quanto ao uso do espaço.
Errada, porque avaliação da coleção é etapa ligada ao exame do uso e da pertinência do acervo, não ao controle patrimonial da aquisição.
- B)a determinação de políticas que norteiem todo o processo.
Errada, porque políticas que orientam todo o processo pertencem ao planejamento de desenvolvimento de coleções, e não à função de aquisição.
- C)a escolha de critérios para cobertura de assuntos de maior demanda.
Errada, porque escolher critérios de cobertura temática é tarefa de seleção, isto é, decidir o que a coleção deve contemplar.
- D)o controle patrimonial do acervo, incluindo o registro das coleções.
Certa, porque a aquisição envolve a entrada formal do item no acervo, com controle patrimonial e registro das coleções.
- E)o estabelecimento do número de exemplares por título.
Errada, porque definir quantos exemplares por título comprar é decisão de seleção e dimensionamento da coleção, não de aquisição.
Gabarito: D
Na gestão de formação e desenvolvimento de coleções, cada função tem seu pedaço do trabalho: selecionar, adquirir, registrar, avaliar e desbastar. A função de aquisição entra quando a biblioteca efetivamente obtém o material escolhido, seja por compra, doação, permuta ou intercâmbio, e isso exige controle administrativo e patrimonial do que entrou no acervo. É por isso que o gabarito é a letra D. Na prática, adquirir não é só receber o livro na porta: é fazer o controle patrimonial, identificar a obra, registrá-la e integrá-la ao acervo da instituição. Sem esse passo, o item até pode ter sido comprado, mas ainda não está corretamente incorporado à coleção. As outras alternativas misturam funções diferentes do processo. Avaliação serve para verificar uso, relevância e descarte; política de coleção orienta todo o processo; critérios de cobertura de assuntos pertencem à seleção; e número de exemplares por título também é decisão de seleção, não de aquisição. Em termos doutrinários, a literatura de desenvolvimento de coleções costuma separar bem seleção e aquisição: selecionar é decidir o que entra, adquirir é viabilizar a entrada e formalizar a incorporação. A questão cobra exatamente essa diferença, que a FGV adora transformar em troca de funções.