Diante de sintomas de ineficácia, é necessário avaliar a capacidade de uma unidade de informação para implementar mudanças. As opções a seguir apresentam as vantagens oferecidas por essa avaliação, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)A decisão sobre a continuidade ou descontinuidade de programas.
Correta, porque a avaliação pode subsidiar a decisão sobre manter, reformular ou encerrar programas.
- B)A definição de um cronograma para gerenciar as etapas da avaliação.
Errada, porque definir cronograma é etapa de organização do processo avaliativo, e não uma vantagem gerada pela avaliação.
- C)A verificação dos benefícios oferecidos por determinado serviço.
Correta, pois a avaliação permite verificar os benefícios e a utilidade de um serviço prestado.
- D)O aprimoramento de atividades, para manter níveis de desempenho.
Correta, já que os resultados da avaliação orientam melhorias para manter ou elevar o desempenho.
- E)O monitoramento da eficiência de determinado serviço ou atividade.
Correta, porque avaliar também serve para acompanhar a eficiência de serviços e atividades.
Gabarito: B
Quando uma unidade de informação começa a dar sinais de ineficácia, não basta “achar” que algo está ruim: é preciso avaliar sua capacidade de mudar, melhorar e continuar relevante. Essa avaliação serve para medir resultados, identificar falhas, verificar benefícios, acompanhar eficiência e até decidir se um programa deve continuar ou ser reformulado. Em resumo, ela ajuda a gestão a enxergar se o serviço está entregando valor e onde precisa ajustar a rota. O ponto central é que a avaliação tem função estratégica e prática. Ela não existe para criar burocracia, mas para gerar informação útil para a decisão gerencial. Por isso, entre as opções, a alternativa B foge do propósito da avaliação: montar cronograma de etapas é tarefa de planejamento da própria avaliação, não uma vantagem decorrente dela. As demais alternativas mostram benefícios típicos da avaliação em unidades de informação: verificar se o serviço funciona, se traz benefícios ao usuário, se precisa ser aprimorado e se um programa deve continuar ou não. Isso é bem alinhado com a lógica da gestão por resultados, muito cobrada pela FGV. Em termos doutrinários, a avaliação em bibliotecas e unidades de informação é vista como instrumento de controle e melhoria contínua, permitindo ajustar processos e serviços com base em evidências. A banca costuma explorar exatamente essa diferença entre o que a avaliação produz e o que pertence ao planejamento da avaliação.