No Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO), a gerência da biblioteca planeja implementar etiquetas de Radio Frequency Identification (RFID) no sistema de empréstimos automáticos. Durante o planejamento, a equipe de tecnologia em conjunto com a gerência da biblioteca considera o tipo de dados que deve ser codificado nas etiquetas. Nesse contexto, assinale, a seguir, a alternativa mais indicada para este cenário.
- A)Nome completo e matrícula do usuário.
Errada, porque nome e matrícula são dados do usuário e não devem ser o conteúdo padrão da etiqueta do item.
- B)Título e autor do item para facilitar consultas off-line.
Errada, porque título e autor até identificam o item, mas não são a melhor solução para uma etiqueta RFID de automação integrada.
- C)Dados sensíveis criptografados para evitar acessos não autorizados.
Errada, porque a etiqueta não é destinada a armazenar dados sensíveis criptografados como regra geral de circulação.
- D)Informações sobre a localização física do item e seu histórico de empréstimos.
Errada, porque localização física e histórico de empréstimos são informações de gestão do sistema, não dados apropriados para codificação na etiqueta.
- E)Código único de identificação vinculado ao Sistema Integrado da Biblioteca (SIB).
Certa, porque a etiqueta RFID deve conter um código único de identificação do item, vinculado ao sistema da biblioteca.
Gabarito: E
Em bibliotecas, a RFID serve para automatizar operações como circulação, inventário e controle de acervo. A ideia da etiqueta não é virar um “mini cadastro completo” do livro nem muito menos do usuário, mas funcionar como uma chave de identificação rápida e segura. Na prática, a etiqueta traz um código único que conversa com o sistema da biblioteca e permite localizar, emprestar e devolver o item com agilidade. Esse código costuma ser associado ao sistema integrado da biblioteca, que mantém os demais dados do item no banco de dados. Assim, a etiqueta não precisa carregar título, autor, histórico de empréstimos ou informações sensíveis. Quanto menos dado exposto na etiqueta, melhor para a segurança e para a gestão do acervo. Por isso, a alternativa E é a mais indicada: um identificador único vinculado ao Sistema Integrado da Biblioteca (SIB). É exatamente o uso mais coerente com a lógica da automação bibliotecária, em que a etiqueta apenas identifica o item e o sistema faz o restante do trabalho. Em provas, a banca costuma misturar RFID com código de barras, metadados e segurança da informação. Fique atento: RFID pode até facilitar a operação sem contato, mas não transforma a etiqueta em ficha catalográfica portátil.