Ao analisar um termo genérico empregado para denotar algum componente, seja ele assunto básico ou um termo isolado, é possível inferir que o bibliotecário está analisando uma
- A)teia.
Errada, porque 'teia' não é o termo técnico usado em processos de análise de assunto para designar essa decomposição do conteúdo.
- B)faceta.
Certa, porque a descrição corresponde à análise de faceta, isto é, à identificação de componentes de um assunto genérico.
- C)cadeia.
Errada, porque 'cadeia' não representa o procedimento de análise do termo em componentes temáticos.
- D)política.
Errada, porque 'política' não tem relação com a técnica de análise de assunto descrita no enunciado.
Gabarito: B
Na classificação e na indexação, o bibliotecário muitas vezes precisa quebrar um assunto em partes menores para entender qual é o foco real do documento. Quando ele analisa um termo genérico para identificar um componente, como um assunto básico ou um termo isolado, ele está fazendo uma análise de faceta. Em outras palavras, ele separa o assunto em aspectos ou dimensões, como tema, forma, lugar, tempo e outros recortes úteis. Esse raciocínio é muito comum nos sistemas de classificação faceted, em que o assunto não é tratado como um bloco fechado, mas como algo montado por peças. A ideia vem da teoria das facetas, associada principalmente a Ranganathan, que é referência clássica na Biblioteconomia. Então, se a questão fala em termo genérico, componente e assunto básico, ela está apontando justamente para esse olhar facetado. Pense assim: em vez de encarar o tema como uma bola única, você desmonta a bola em partes para enxergar o que realmente importa. Isso ajuda a representar melhor o conteúdo e a recuperar a informação com mais precisão. Por isso, o gabarito é B, porque a descrição corresponde à análise de faceta, e não a outro conceito mais solto da área.