Castro (2000), ao analisar aspectos relacionados ao fortalecimento da profissão de bibliotecário no Brasil, aponta que, antes de 1962, os bibliotecários brasileiros encontravam-se na situação de não terem garantidos seus direitos, pela ausência de
- A)associações de classe.
Errada, porque associações de classe existiam e ajudavam na organização da categoria, mas não substituíam a regulamentação legal da profissão.
- B)eventos científicos na área.
Errada, porque a existência de eventos científicos não garante direitos profissionais nem regula o exercício da atividade.
- C)legislação que regulamentasse a profissão.
Certa, porque antes de 1962 faltava a lei que regulamentasse a profissão de bibliotecário, o que deixou seus direitos sem garantia legal específica.
- D)cursos para formação profissional em nível superior.
Errada, porque cursos de formação em nível superior já contribuíam para a qualificação profissional, mas o problema apontado era a ausência de regulamentação jurídica.
Gabarito: C
A questão trata do fortalecimento da profissão de bibliotecário no Brasil e da importância de uma base legal para garantir direitos e deveres da categoria. Antes de 1962, os bibliotecários ainda não tinham uma regulamentação profissional clara, o que deixava a atuação mais vulnerável e sem proteção jurídica específica. Em outras palavras: existia a profissão, mas faltava a “placa oficial” dizendo quem podia exercê-la, como ela deveria funcionar e quais eram os direitos assegurados. É por isso que o gabarito é a letra C. O marco decisivo veio com a Lei nº 4.084/1962, que regulamentou a profissão de bibliotecário no Brasil. A partir daí, a categoria passou a ter reconhecimento legal mais definido, fortalecendo sua identidade profissional e sua proteção no mercado de trabalho. Perceba que a banca quer que você associe o problema ao vazio normativo, e não à falta de organização da categoria ou de cursos. Esses outros elementos existiam ou já vinham se consolidando, mas o ponto central da questão é a ausência de legislação regulamentadora antes de 1962. Então, a lógica é simples: sem lei específica, os direitos profissionais ficam no ar. Com a regulamentação, a profissão ganha forma, força e respaldo jurídico.